Manifestação agendada para o dia 2 de fevereiro denuncia política de “punição” aos docentes e risco de desfalque nas salas de aula às vésperas do início do ano letivo de 2026.
MARÍLIA/SP – O clima é de tensão e mobilização na rede estadual de ensino de Marília. Professores e entidades ligadas à educação convocaram um ato público para a próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, às 14h, em frente à sede da Diretoria Regional de Ensino (D.E.), na Avenida Pedro de Toledo. O objetivo é protestar contra o que classificam como uma “demissão em massa” promovida pelo Governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas e do secretário Renato Feder.
A “Resolução da Exclusão”
O estopim da manifestação é uma resolução que, segundo os líderes do movimento, utiliza uma “lógica neoliberal” para atribuir aos educadores a responsabilidade pelas falhas estruturais do sistema de ensino. A medida não apenas resulta na dispensa de milhares de profissionais temporários (especialmente da Categoria O), mas impõe uma barreira severa: o impedimento de abertura de novos contratos por um período de até três anos.
“Querem nos punir com o desemprego e ainda nos proibir de trabalhar pelos próximos três anos. É uma política de violência contra quem sustenta a escola pública”, afirma o texto de convocação do ato.
Ações Previstas no Ato
Durante a manifestação, os educadores pretendem entregar diretamente à Dirigente Regional de Ensino de Marília um conjunto de requerimentos formais em defesa da manutenção dos empregos. Além disso, uma carta pública será distribuída à sociedade, denunciando o impacto pedagógico de iniciar o ano letivo com um déficit de professores experientes nas salas de aula.
Contexto de Luta e Educação Pública
Os manifestantes defendem que a luta coletiva é o único caminho para pressionar o governo estadual a recuar nas medidas. As reivindicações vão além da questão trabalhista, defendendo uma educação que seja:
- Pública e Gratuita: Sem a terceirização de serviços pedagógicos.
- Laica e Civil: Livre de ideologias religiosas ou militarização precoce.
- De Qualidade: Com profissionais valorizados e com estabilidade para planejar o ano letivo.
Serviço do Ato
- O quê: Manifestação contra demissões de professores.
- Onde: Diretoria de Ensino de Marília (Av. Pedro de Toledo, 542).
- Quando: 02 de fevereiro (segunda-feira), às 14h.
Radiografia da Mobilização
| Ponto da Pauta | Reivindicação dos Professores | Impacto Previsto |
| Demissão em Massa | Suspensão imediata das dispensas de docentes. | Risco de salas de aula sem professores no início de fevereiro. |
| Quarentena de 3 anos | Fim da proibição de novos contratos temporários. | Impedimento do exercício profissional de milhares de educadores. |
| Carta Pública | Denúncia à sociedade sobre a política do governo. | Mobilização da opinião pública e dos pais de alunos. |
| Gestão Feder | Crítica à lógica de punição e meritocracia punitiva. | Desgaste na relação entre a base docente e o Estado. |


