O governo municipal de Marília anunciou um investimento de R$ 6,5 milhões na aquisição de uma plataforma online para a rede de ensino. A medida, apresentada como avanço tecnológico, levanta sérias dúvidas sobre sua eficácia, necessidade e impacto real na qualidade da educação pública.
A iniciativa lembra o modelo adotado pelo governo estadual do Paraná, que importou plataformas digitais com promessas de modernização — e entregou um verdadeiro fiasco. O mesmo aconteceu em São Paulo, onde o atual governo estadual importou até o secretário paranaense para fazer implantar o esquema. Tremendo fracasso com críticas do corpo docente e discente. Professores sobrecarregados, alunos desmotivados e uma tragédia pedagógica que comprometeu o processo de ensino-aprendizagem. Agora, Marília parece repetir o erro, apostando alto em uma solução que já se mostrou falha.
Enquanto isso, os servidores da educação seguem sem valorização. Salários defasados, falta de formação continuada, ausência de diálogo com o corpo docente e estruturas físicas precárias continuam sendo a realidade das escolas municipais. O investimento milionário em tecnologia, sem escuta e sem planejamento pedagógico, soa como dinheiro jogado fora.
A educação não se faz com login e senha. Faz-se com professores motivados, alunos acolhidos, escolas equipadas e políticas públicas que respeitem a complexidade do processo educativo. A plataforma pode até ser moderna — mas sem valorização humana, será apenas mais uma tela vazia.


