Nova lógica de cobrança de impostos exige adaptação imediata e planejamento financeiro rigoroso das empresas
A Reforma Tributária do consumo, que promove a substituição gradual de cinco impostos por um sistema dual de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), representa a maior transformação fiscal do Brasil em décadas. Embora o objetivo seja a simplificação e a transparência, a mudança na lógica de tributação, que passa a ser no destino e não mais na origem, exige que empresários e tomadores de decisão reavaliem imediatamente suas estruturas de custo, precificação e fluxo de caixa.
A partir de 2026, com o início da transição, empresas de todos os portes precisarão de uma organização financeira aprimorada para lidar com as novas regras de créditos e débitos e evitar a perda de competitividade. O sistema atual, marcado pela complexidade e pela guerra fiscal entre estados, está com os dias contados. Darão lugar a ele o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS, de Estados e Municípios) e a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS, da União).
“A grande mudança é que o imposto deixa de ser uma cascata e passa a incidir apenas sobre o valor que a empresa realmente adicionou. Isso traz mais justiça e menos distorção de preços, mas também impõe uma disciplina financeira nova. As empresas que hoje dependem de incentivo fiscal regional precisam, com urgência, repensar seu modelo de negócio, pois esses benefícios diminuirão gradativamente”, avalia Arides César, CEO da Arvoh e Executivo em Business Analytics e Big Data (FGV).
O princípio do IVA é o de que o imposto pago em compras se transforma em crédito, e o que deve ser recolhido se torna débito, sendo pago apenas a diferença. No entanto, uma das principais exigências de cautela é que, em muitos casos, o crédito tributário só entrará na contabilidade após o imposto ser efetivamente pago.
“Essa nova regra de crédito afeta diretamente o capital de giro das empresas. O controle do fluxo de caixa e a organização financeira deixam de ser um diferencial e se tornam uma questão de sobrevivência. Quem não se organizar, corre o risco de ter problemas sérios de liquidez e ver o aumento da sua carga tributária de forma inesperada”, alerta Breno Lessa, CTO da Arvoh e especialista em Inteligência Artificial.
Para o consumidor final, a reforma promete mais transparência, já que o imposto estará mais embutido no preço final. No cenário corporativo, a expectativa é de ganhos significativos para setores como a indústria e cadeias produtivas longas, enquanto o setor de serviços, que hoje tem alíquotas menores, pode experimentar um aumento.
“A reforma é uma oportunidade de ouro para buscar a eficiência tributária e ter previsibilidade. Mas o caminho para isso passa por ter dados financeiros claros e em tempo real. A complexidade do sistema dual durante a transição, que vai até 2032, exige que sistemas, ERPs e a contabilidade estejam perfeitamente alinhados”, complementa o CEO.
“Na Arvoh, nosso foco é justamente transformar esse mar de dados e regras em decisões inteligentes. A Inteligência Artificial e a análise de dados se tornam ferramentas essenciais para que o empresário possa simular cenários, otimizar margens e garantir que o crescimento da empresa seja estruturado, sem surpresas no caixa”, conclui o CTO.
A Arvoh oferece soluções que traduzem dados financeiros complexos em clareza, permitindo que empresas naveguem com segurança no novo cenário fiscal que se desenha no Brasil.
Fontes: Arides César — CEO Arvoh | Administrador de Empresas | Executivo em Business Analytics e Big Data (FGV).
Breno Lessa — CTO Arvoh | Empresário com experiência de mais de 25 anos em Tecnologia de Inovação para grandes corporações | Expertise em Inteligência Artificial.


