Quantidade insuficiente, reaplicação errada e escolha inadequada reduzem a proteção contra o sol
Essencial na prevenção do envelhecimento precoce e do câncer de pele, o protetor solar ainda é usado de forma inadequada em muitos casos, o que pode comprometer sua eficácia na proteção da pele. Seja pela aplicação em quantidade insuficiente, pela falta de reaplicação ao longo do dia ou pela escolha de um produto inadequado para o tipo de pele, erros comuns acabam reduzindo significativamente a proteção contra os danos causados pela radiação solar.
De acordo com o dermatologista Dr. Fabio Gontijo, especialista em dermatologia clínica, cirúrgica e oncologia cutânea, o protetor solar é um dos principais aliados na prevenção do envelhecimento precoce e do câncer de pele, mas só funciona de forma eficaz quando usado corretamente. “Não basta escolher um FPS alto. A forma de aplicação, o tipo de filtro e a rotina da pessoa fazem toda a diferença na proteção real da pele”, explica.
No dia a dia do consultório, o médico observa que muitas crenças populares ainda confundem os pacientes e comprometem os cuidados com a pele. Entender como o produto funciona e como deve ser usado é fundamental para garantir seus benefícios.
FPS alto x proteção real
Um dos equívocos mais comuns é acreditar que um FPS elevado dispensa reaplicações. Segundo o dermatologista, o FPS indica o nível de proteção contra os raios UVB, mas não garante proteção total nem prolongada. “Mesmo filtros com FPS 50 ou 60 precisam ser reaplicados a cada duas horas, especialmente em situações de exposição solar intensa, suor excessivo ou contato com água”, orienta.
Filtro físico x filtro químico: qual a diferença?
Os filtros físicos formam uma barreira que reflete a radiação solar, enquanto os químicos absorvem os raios UV e os transformam em calor. Cada tipo tem indicações específicas. “Peles sensíveis, com rosácea ou em tratamento dermatológico costumam se adaptar melhor aos filtros físicos. Já os químicos têm textura mais leve e costumam agradar quem tem pele oleosa”, explica o especialista.
Quantidade correta faz diferença
Outro erro frequente está na quantidade aplicada. Para o rosto, a recomendação é o equivalente a uma colher de chá cheia. Para o corpo, o ideal é cerca de uma colher de sopa para cada área maior. “Aplicar menos do que o indicado reduz drasticamente a proteção, mesmo que o produto seja de boa qualidade”, alerta o médico.
Protetor com cor protege mais?
Além de uniformizar o tom da pele, os protetores com cor oferecem uma proteção adicional contra a luz visível, que também está associada ao surgimento de manchas, como o melasma. “Eles não substituem o protetor tradicional, mas podem ser uma ótima opção para quem busca proteção extra no dia a dia urbano”, explica Dr. Fabio.
Protetor solar vence? Quando descartar
Assim como qualquer cosmético, o protetor solar tem prazo de validade. Produtos vencidos ou armazenados de forma inadequada, expostos ao calor excessivo, perdem eficácia. “Textura alterada, cheiro diferente ou separação do produto são sinais claros de que ele deve ser descartado”, orienta.
Para o dermatologista, o uso correto do protetor solar deve ser encarado como um cuidado diário, não apenas em dias de praia ou piscina. “A radiação solar está presente o ano todo. Proteger a pele é uma medida simples, acessível e que faz diferença real na saúde a curto e longo prazo”, conclui.
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Fonte: Dr. Fábio Gontijo — Dermatologista


