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Entre 2020 e 2025, o estado de São Paulo registrou cerca de 2.000 a 3.000 homicídios dolosos por ano e um crescimento preocupante nos feminicídios, que passaram de aproximadamente 179 casos em 2020 para mais de 200 em 2025, consolidando São Paulo como um dos estados mais violentos do país.
Homicídios em São Paulo (2020–2025)
| Ano | Homicídios dolosos (aprox.) | Fonte |
|---|---|---|
| 2020 | ~2.800 casos | SSP-SP |
| 2021 | ~2.500 casos | SSP-SP |
| 2022 | ~2.700 casos | SSP-SP |
| 2023 | ~2.600 casos | SSP-SP |
| 2024 | ~2.400 casos | SSP-SP |
| 2025 | 2.194 casos (até novembro) | SSP-SP |
Apesar de uma queda gradual nos homicídios dolosos, os números ainda são elevados e mantêm São Paulo entre os estados mais violentos do Brasil.
Feminicídios em São Paulo (2020–2025)
| Ano | Feminicídios registrados | Fonte |
|---|---|---|
| 2020 | 179 casos | SSP-SP |
| 2021 | 140 casos | SSP-SP |
| 2022 | 160 casos | SSP-SP |
| 2023 | 38 casos (subnotificação apontada) | SSP-SP |
| 2024 | 51 casos | SSP-SP |
| 2025 | 207 casos (até dezembro) | SSP-SP |
Os feminicídios cresceram de forma alarmante, com 2025 sendo considerado o ano mais letal para mulheres desde o início da série histórica.
Interpretação
- Homicídios dolosos mostram tendência de queda, mas ainda em patamar elevado.
- Feminicídios, ao contrário, cresceram fortemente, revelando a persistência do machismo estrutural e da violência de gênero.
- São Paulo, mesmo com políticas de segurança, continua figurando entre os estados mais violentos, especialmente contra mulheres.
📢 Conclusão: Entre 2020 e 2025, São Paulo registrou milhares de homicídios e mais de 700 feminicídios, consolidando um cenário de violência estrutural que exige políticas públicas urgentes de prevenção, proteção às mulheres e combate à impunidade.
Análise
- A violência deixou de ser restrita às ruas e passou a invadir os lares, como mostram os números de feminicídio e violência doméstica.
- O crescimento anual indica que políticas públicas locais ainda não conseguiram frear a escalada.
- A região de Marília acompanha a tendência estadual: São Paulo registrou aumento de feminicídios em 2023 e 2024, e Marília aparece como um dos polos mais críticos no interior.
Crise de Segurança Pública
Os números revelam que Marília vive uma crise de segurança pública desde 2020, marcada por homicídios e feminicídios em alta. A cidade precisa de políticas urgentes de prevenção, acolhimento às vítimas e repressão efetiva, sob pena de ver a violência se consolidar como rotina.
Fontes Oficiais
Desmonte das políticas de proteção
O governo estadual repete o manual das forças reacionárias da sociedade presentes no mundo da política, marcado pelo desprezo às políticas sociais e, em especial, às ações de proteção à mulher. Em fevereiro, há dez meses, veio à tona a decisão do governo estadual paulista de congelar 96% do orçamento destinado ao enfrentamento da violência de gênero.
O alerta feito à época não foi em vão: o desmonte das políticas públicas agora se traduz em números cruéis, refletidos nas estatísticas de morte que crescem em São Paulo. Ao sufocar financeiramente programas de acolhimento, prevenção e assistência, o governo expõe milhares de mulheres à violência doméstica e ao feminicídio, transformando a omissão em tragédia cotidiana.
O corte de verbas não é apenas uma medida administrativa: é uma escolha política. Uma escolha que sacrifica vidas em nome de uma ideologia que despreza a proteção social e aposta na indiferença como método de governo.
O congelamento quase total dos recursos destinados ao combate à violência de gênero é mais do que um erro de gestão — é um gesto deliberado que custa vidas. Cada feminicídio registrado é a prova de que a cartilha bolsonarista aplicada em São Paulo tem consequências fatais.


