O Brasil acordou nesta segunda-feira (22) com mais uma história de horror — uma jovem em Fátima do Sul (MS) precisou fingir estar morta para escapar do próprio namorado, que tentou afogá-la após uma noite de agressões e ameaças. O caso, que mais parece roteiro de filme de terror, é real, cruel e cotidiano para milhares de mulheres brasileiras.
Segundo a Polícia Civil, o agressor, de 34 anos, jogou o carro com a vítima dentro no Rio Dourados, tentou afogá-la diversas vezes e só parou quando ela simulou estar sem vida. Pela manhã, ela conseguiu fugir e denunciar o crime. O homem foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio¹.
Um país onde ser mulher é risco
Esse não é um caso isolado. É mais um capítulo da epidemia silenciosa de violência contra a mulher que assola o Brasil. Mulheres são espancadas, perseguidas, ameaçadas e mortas todos os dias — muitas vezes por quem dizia amá-las.
A cada novo caso, a pergunta se repete: até quando?
O silêncio também mata
A sociedade precisa parar de normalizar o ciúme doentio, o controle, a agressão verbal e o medo. Esses são os primeiros sinais de uma escalada que termina em tragédia. A vítima deste caso já sofria ameaças antes do ataque — e como tantas outras, não teve proteção suficiente.
Basta!
É hora de gritar por políticas públicas eficazes, por justiça rápida, por educação que desconstrua o machismo estrutural. É hora de responsabilizar não só os agressores, mas também o sistema que falha em proteger.
Fingir estar morta não pode ser a única saída. Toda mulher tem o direito de viver sem medo. E toda sociedade tem o dever de garantir isso.
Denuncie. Apoie. Mobilize. A violência contra a mulher é uma ferida aberta — e ela sangra todos os dias.


