Frieza Assustadora: assassino oferece concreto para esconder corpo da ex — o retrato cruel de um Brasil que normalizou o ódio

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O caso é de arrepiar. Manoel Messias Cândido, conhecido como “Japonês”, não apenas é acusado de matar sua ex-companheira, Michele Aparecida da Silva de Moraes — ele teria se oferecido para concretar o quintal onde enterrou o corpo. Sim, você leu certo: o próprio assassino quis selar o túmulo da vítima com cimento, como quem esconde lixo sob o tapete. Uma crueldade calculada, fria e revoltante.

Mas o que choca ainda mais é que esse perfil de agressor não é mais exceção. Ele se multiplica. É o reflexo de um Brasil que, nos últimos anos, incorporou o discurso da violência como norma, alimentado por uma retórica política que glorificou armas, acirrou o ódio e banalizou a dor. Desde o avanço do bolsonarismo, os números de feminicídios dispararam — e os monstros deixaram de se esconder.

Manoel alugou o imóvel na zona norte de Marília, com a intenção clara de cometer o crime e desaparecer. Depois de matar Michele durante uma discussão, tentou ocultar o cadáver e ainda teve a audácia de pedir materiais para concretar o local. A Justiça já aceitou a denúncia por homicídio qualificado, com agravantes por motivo fútil, condição de gênero e tentativa de ocultação.

O Brasil está diante de uma epidemia silenciosa: homens que matam mulheres e agem como se fosse rotina. A frieza de Manoel é só mais um capítulo de uma narrativa que se repete em todas as regiões do país. E enquanto o discurso oficial minimiza, relativiza ou silencia, os corpos continuam aparecendo — enterrados, queimados, jogados em valas.

É hora de parar de tratar esses casos como exceções. Eles são sintomas de um país doente, onde o ódio virou política e a violência, cultura.

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