O caso do ex-lutador que salvou um Pinscher na Baixada Santista viralizou, mas a dúvida permanece: como um cidadão comum deve agir em uma situação dessas? O Portal GPN consultou especialistas em comportamento animal para listar as formas mais seguras de intervenção.
1. Mantenha a Calma (O fator crítico)
Gritos e movimentos bruscos podem aumentar a adrenalina do animal agressor, fazendo com que ele morda com ainda mais força. Tente manter a voz firme, mas evite o pânico.
2. Use Barreiras Físicas
Antes de usar o próprio corpo, tente interpor objetos entre os animais:
- Um pedaço de madeira, uma cadeira ou um balde de lixo.
- Água: Se houver uma mangueira por perto, um jato forte de água no focinho do agressor pode causar um choque de distração suficiente para que ele solte a presa.
3. A Técnica da “Carriola” (Roda de Carrinho)
Esta é considerada a técnica mais segura para separar uma briga sem ser mordido:
- Segure as patas traseiras do cão agressor e levante-as para o alto, como se estivesse empurrando um carrinho de mão.
- Caminhe para trás em círculos. Isso faz com que o cão perca o equilíbrio e o foco na mordida, pois ele precisará se preocupar em não cair.
4. O Enforcamento (Apenas em último caso)
Como visto no vídeo do lutador, o controle pelo pescoço corta o ímpeto do animal.
- Para leigos: Em vez de usar as mãos, se o animal estiver de coleira, puxe-a para cima, tirando as patas dianteiras do chão. Isso limita a capacidade de respiração e força o animal a abrir a boca.
5. O que NÃO fazer:
- Nunca tente puxar os cães em direções opostas: Se o agressor estiver com os dentes cravados, puxar causará um rasgo ainda maior no tecido muscular da vítima.
- Não bata no cão: Bater pode fazer com que o animal sinta que está em uma luta pela vida, aumentando a agressividade.
RESPONSABILIDADE LEGAL EM MARÍLIA
Lembramos aos nossos leitores que, de acordo com a legislação vigente e o Código Civil:
- O proprietário é responsável por qualquer dano causado pelo animal.
- Em locais públicos, cães de grande porte ou de raças específicas devem estar sempre com guia curta e, preferencialmente, focinheira.


