
“Sonhe, tenha até pesadelo se necessário for, mas sonhe”. No Dia Internacional da Mulher, o nome de Patrícia Galvão, a Pagu, um dos maiores símbolos de resistência feminina no Brasil, passou a ocupar um jazigo horizontal próximo à entrada do Cemitério da Filosofia, no Saboó, neste domingo (8).
O jazigo, pertencente à Administração Municipal e construído em mármore, está localizado junto a uma área ajardinada logo na entrada do cemitério, o que amplia sua visibilidade e facilita a visitação do público.
No local, foi instalada uma placa de acrílico (40 x 60 centímetros), fixada com botões de inox, que traz a frase da escritora, além de fotografias e um QR Code que direciona para um hotsite com informações sobre sua trajetória.
INICIATIVA
A iniciativa da Coordenadoria de Cemitérios, vinculada à Secretaria das Prefeituras Regionais, integra a programação do Mês da Mulher. O objetivo é valorizar a memória da escritora e ativista e reforçar sua importância histórica e cultural para a Cidade.

O secretário das Prefeituras Regionais, Rivaldo Santos, destacou a contribuição significativa das mulheres na manutenção do cemitério de Santos, não apenas na zeladoria e cuidado das campas, mas também na preservação da memória afetiva de quem ali descansa. “Esse time feminino vem fazendo a diferença no cuidado com o cemitério de Santos, não só na zeladoria e no cuidado das campas, mas também trazendo a memória afetiva de tantas pessoas que passaram por aqui e deixaram sua história”, afirmou.
Para ele, a trajetória de Pagu simboliza esse espírito de força e inspiração. “Neste Dia Internacional da Mulher, podemos dizer que Pagu segue viva também na força e na dedicação de cada uma dessas mulheres”.

CERIMÔNIA
Durante a cerimônia, que reuniu fãs, familiares e autoridades, foi ressaltada a importância de Pagu como uma das grandes intelectuais do século 20 e pioneira na luta pela liberdade e pelos direitos das mulheres. Nascida no interior de São Paulo, ela construiu uma forte relação com Santos, Cidade que aprendeu a amar e onde desenvolveu parte importante de sua atuação cultural e jornalística. Militante política e escritora, Pagu foi a primeira mulher presa por motivos políticos no Brasil.
Nora de Pagu, Leda Cintra (acima, à esq.) destacou que o legado da escritora permanece atual. “A busca pela liberdade, pela cultura e pelo direito de ser. Mais do que conquistas individuais, sua trajetória representa o desejo de que mulheres possam viver com autonomia e dignidade, sendo quem são, sem precisar provar ou dever nada a ninguém”.
Veja a programação completa do Mês da Mulher.
Esta iniciativa contempla o item 9 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU: Indústria, Inovação e Infraestrutura. Conheça os outros artigos dos ODS.
Fonte: Prefeitura de Santos


