Após seis meses de intervenção na RIC Ambiental, a Prefeitura de Marília decidiu devolver a gestão da empresa sem apresentar resultados concretos. O decreto assinado pelo prefeito Vinicius Camarinha encerra uma medida que, embora tenha sido anunciada com alarde, termina sem respostas claras sobre as supostas irregularidades que motivaram sua instauração.
🎭 Uma intervenção que mais pareceu encenação
A administração municipal alegou “graves falhas na execução do contrato” como justificativa para assumir o controle da concessionária de água e esgoto. No entanto, ao fim do prazo, não há relatório público, não há responsabilizações, não há transparência. O que se viu foi uma movimentação política que serviu mais para reforçar a imagem da Prefeitura como “fiscalizadora” do que para resolver os problemas estruturais do serviço.
📉 Prejuízo milionário e silêncio administrativo
O estudo da Fundação Instituto de Administração (FIA) apontou um prejuízo de R$ 55,7 milhões com o atual modelo de concessão, além de perdas fiscais e transferência de toda a receita tarifária — estimada em mais de R$ 3 bilhões ao longo de 35 anos — para a empresa, sem contrapartidas diretas ao município. E mesmo com esse diagnóstico, a gestão municipal opta por devolver o comando à RIC Ambiental, como se nada tivesse acontecido.
🧾 Relatório final: auditoria ou pizza?
O interventor deverá apresentar um relatório final com possíveis irregularidades. Mas até agora, esse documento não foi divulgado, nem se sabe se haverá responsabilizações ou medidas concretas. A população, que esperava por mudanças reais, fica com a sensação de que tudo não passou de uma jogada de marketing — uma cortina de fumaça para encobrir a falta de ação efetiva.
⏳ O tempo dirá
A Prefeitura afirma que o relatório poderá embasar futuras decisões, inclusive a ruptura do contrato. Mas diante da falta de transparência e da devolução apressada da gestão, fica a dúvida: estamos diante de uma auditoria séria ou de mais um episódio que termina em pizza?


