João Carlos Farrapa: A “Alheira de Mirandela” e a “Alvarinho”

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O “camuflado “perfeito dos Judeus em Portugal na época da Inquisição
O ano é de 1543 e paira no ar a suspeição e perseguição aos judeus em Portugal, no sentido, que ao se converterem a “novos cristãos” , tudo tinha que se adaptar á nova religião.
Um dos filtros que a Inquisição tinha, era a questão da alimentação.
Muito ligados ao comercio, o povo judeu tinha a particularidade, ainda hoje, de não consumir carne de Porco.
Nesse sentido, no comercio, era fácil de identificar quem a consumia, pela exposição dos “cortes” ou de “Enchidos” como o chouriço (sendo utilizada a tripa do animal para a rechear da sua carne).
Os cortes de animais nas bancadas dos comerciantes era uma referência, e quem não tinha o Porco, era questionado do “porquê” sendo um dos filtros utilizados pela Inquisição.
Com o objetivo de não deixar transparecer essa questão religiosa, os Judeus optaram por preencher as tripas com proteína de outros animais, que não, o Porco.
E assim se “inventou “a Alheira.
Criada inicialmente em Mirandela, nessa época, é a concepção de um “enchido” em forma de Ferradura, onde o recheio na época, era preenchido com pão, Lebre e Aves, e ao exporem a sua venda, com essa aparência, passava despercebido àqueles que tinham o filtro de referência atrás mencionado.
Na atualidade, ainda confeccionada em todo o território português, pede o seu “casamento” com vinhos da Região Norte para a sua harmonização, e aí entram em “palco” as uvas Alvarinho, com a sua estrutura de vinho Verde e a Malvasia, com a sua estrutura de branco refrescante e com a sua minerabilidade familiar.
Com uma história atemporal, sirvam se á mesa com um exemplo de que a necessidade faz o génio.
Decantem se!
João Carlos Farrapa
Petit Sommelier
http://www.youtube.com/@uvasepersonalidades4022

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