Justiça solta vereador do Rio alvo de investigação por lavagem de dinheiro

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Por Tempo Real 

A Justiça do Rio aceitou um pedido de habeas corpus e, com isso, determinou a soltura do vereador Salvino Oliveira (PSD), na tarde desta sexta-feira (13). O vereador, que estava detido desde quarta-feira (11) em um presídio em Benfica, vai responder em liberdade. A decisão foi assinada pelo desembargador Marcus Basílio.

Nesta quinta (12), na audiência de custódia, a Justiça tinha decidido manter a prisão. A defesa de Salvino entrou com o pedido de habeas corpus logo após a decisão.

Na determinação desta sexta (13), o desembargador decidiu que Salvino não pode se ausentar do estado do Rio por mais de 15 dias sem autorização e não pode entrar em contato com nenhum outro investigado. Como o vereador não pediu afastamento ou licença de seu mandato, ele pode voltar à Câmara do Rio na próxima semana.

Movimentações financeiras suspeitas

Pouco antes da soltura, a Polícia Civil do Rio divulgou uma nota com detalhes sobre as acusações que motivaram a operação que prendeu o vereador. A equipe responsável pela investigação afirma ter identificado movimentações financeiras suspeitas que somam mais de R$ 100 mil ligadas diretamente ao parlamentar, incluindo 11 depósitos realizados com dinheiro em espécie.

Segundo a nota, o gabinete do parlamentar estaria envolvido numa estrutura de lavagem de dinheiro. Um dos assessores de Salvino seria sócio de uma empresa usada para lavar recursos ilegais. A esposa desse assessor, por sua vez, teria, em seu nome, uma empresa que movimentou R$ 35 milhões em dois anos, apesar de declarar faturamento de apenas R$ 2 milhões.

Além disso, a mulher teria realizado, segundo a Polícia, saques em dinheiro vivo que totalizam R$ 2,5 milhões em um intervalo de sete meses.

A polícia usou essas acusações como base para pedir a prisão temporária de Salvino. A nota também afirma que há outros dados financeiros suspeitos, mas que não foram citados na representação contra Salvino porque poderiam expor “informações relativas a pessoas comunicadas pelo COAF que não têm relação direta com o objeto central da investigação”.

Defesa nega acusações da polícia

A defesa do vereador, por sua vez, nega as acusações de irregularidades financeiras e contesta a decisão da Polícia de não juntar ao processo todos os dados financeiros citados. Segundo a assessoria de Salvino, a nota “amplia as condições confusas da prisão do parlamentar”.

A equipe classifica como “absolutamente inverossímil” a acusação de movimentações financeiras envolvendo o parlamentar da Câmara do Rio.

“A Polícia afirma possuir Relatório de Inteligência Financeira – RIF, mas este não faz parte do processo em que houve a decretação da prisão. A assessoria desconhece a sua existência, o que é grave e viola o direito à ampla defesa de qualquer acusado em um estado democrático de direito”, afirma a nota.





Fonte: ICL Notícias

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