MARÍLIA À BEIRA DO STRESS NA SAÚDE: SARAMPO AVANÇA E PRIORIDADE SÃO OS LIKES NAS REDES SOCIAIS

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“Enquanto o sarampo avança, o governo municipal vive no TikTok — e a saúde pública agoniza”

Marília enfrenta uma ameaça sanitária grave: 22 casos suspeitos de sarampo foram registrados, e a cidade corre risco real de disseminação da doença. A Secretaria Municipal da Saúde corre para mobilizar o setor hospitalar, mas a pergunta que ecoa nas ruas é: por que chegamos a esse ponto?

Caixa cheio, saúde vazia

O caixa da Secretaria Municipal da Saúde está abarrotado de recursos. Dinheiro não falta. O que falta é gestão, valorização dos servidores e compromisso com a realidade. Profissionais da saúde seguem sobrecarregados, mal remunerados e invisíveis diante de um Executivo que prefere o palco das redes sociais à lida dos corredores hospitalares.

Política de tela, não de chão

Como dizia o ex-prefeito Abelardo Camarinha, “político tem que gastar saliva e sola de sapato”. Mas o que se vê hoje é um governo que gasta tempo fazendo vídeos para viralizar, enquanto a cidade se desguarnece. A saúde pública exige presença, escuta, ação — não likes e filtros.

Viagens internacionais, abandono local

Enquanto a população enfrenta filas, surtos e falta de estrutura, autoridades municipais viajam pelo mundo, como se Marília estivesse em pleno estado de bem-estar. A cidade, porém, vive um colapso silencioso. O sarampo, doença que já havia sido controlada, volta a rondar — e isso é sinal de falha grave na cobertura vacinal e na vigilância epidemiológica.

Servidores esquecidos, população em risco

Os profissionais da saúde são o alicerce do sistema, mas seguem sem reconhecimento, sem valorização e sem voz. A gestão municipal parece ignorar que sem eles, não há atendimento, não há prevenção, não há dignidade. O distanciamento do Executivo da realidade da cidade é cada vez mais evidente — e perigoso.

Sair da tela e entrar no mundo real

Marília não precisa de gestores influenciadores. Precisa de líderes comprometidos com a vida, com o povo, com a verdade. A política sanitária em curso é desastrosa porque é virtual, superficial e desconectada. O sarampo não espera likes. A saúde pública não se resolve com stories. É hora de sair da tela e entrar no mundo real — antes que o preço seja pago em vidas.

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