A cidade de Marília bateu recorde: foram R$ 248 milhões em impostos pagos pelos cidadãos entre janeiro e agosto de 2025, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. Um crescimento de 9,57% em relação a 2024, e de impressionantes 53,7% comparado a 2021 Fonte: Jornal A Cidade Notícia.
Mas o que esse número realmente revela? Uma máquina arrecadatória voraz, que consome o bolso do munícipe sem devolver em serviços, infraestrutura ou dignidade.
PERIFERIAS ABANDONADAS, ELITE ATENDIDA
Enquanto o cidadão comum trabalha 149 dias por ano só para pagar tributos, as regiões periféricas seguem esquecidas. Falta iluminação, falta segurança, falta saúde básica. O que não falta é cobrança: IPTU, IPVA, taxas, contribuições — tudo pontual, tudo automático.
Em contrapartida, a elite milionária da cidade segue blindada: bairros nobres recebem atenção prioritária, obras são concentradas em áreas centrais, e os interesses do alto empresariado são tratados como urgência pública.
CONTRIBUINTE COMO CLIENTE, NÃO COMO CIDADÃO
O governo municipal parece enxergar o cidadão como fonte de receita, não como sujeito de direitos. A arrecadação sobe, mas o retorno não acompanha. Não há proporcionalidade, não há justiça fiscal, não há respeito.
É PRECISO DENUNCIAR, É PRECISO REVER
A população de Marília precisa cobrar mais do que boletos: precisa cobrar transparência, equidade e prioridade social. A cidade não pode continuar sendo um balcão de arrecadação onde quem paga mais recebe menos.
Imposto sem retorno é abuso. Gestão sem justiça é omissão.


