LEGENDA: PREFEITURA DE MARILAC (QUASE O MESMO NOME QUE MARILIA, MAS COM GESTÕES DIFERENTES) ANUNCIOU A AQUISIÇÃO DE UM GERADOR DE ENERGIA PARA O POSTO DE SAUDE DAQUELA LOCALIDADE.
“Quando falta luz, sobra incompetência”
O recente apagão que atingiu Marília após o temporal do dia 22 não foi apenas um colapso elétrico — foi o reflexo de um colapso gerencial. A decisão judicial que deu à CPFL oito horas para restabelecer o fornecimento de energia, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora de atraso, é válida e necessária. Mas judicializar o caos é apenas a ponta do iceberg: o verdadeiro problema está na omissão histórica da Prefeitura.
⚠️ Sem plano B, sem preparo, sem vergonha
Postos de saúde sem geradores. Escolas com alimentos estragados. Serviços essenciais paralisados. Tudo isso poderia ter sido evitado com planejamento básico. Há anos se sabe da necessidade de equipar unidades públicas com geradores — e dinheiro não falta. O que falta é vontade política e competência administrativa.
E se fosse uma catástrofe maior?
O apagão escancarou a ausência de um plano de contingência. Imagine se Marília fosse atingida por uma tragédia de proporções maiores: enchentes, incêndios, epidemias. A cidade está sem defesa, sem estrutura, sem comando. O que se viu foi um município abandonado, entregue à própria sorte.
Governantes “experientes” que não fazem a lição de casa
A gestão atual se diz experiente, mas não cumpre nem o básico. A falta de investimento em infraestrutura essencial é inadmissível. Judicializar a crise é reconhecer que não se fez o dever de casa. E quem paga o preço? O povo, claro.
Marília precisa de luz, sim — e de liderança
O apagão foi físico, mas também simbólico. A cidade está às escuras em todos os sentidos: na energia, na saúde, na educação e na gestão. É hora de parar de improvisar e começar a governar. Porque quando falta luz, o que mais se revela são as sombras da incompetência.


