MARÍLIA LIDERA EM SUICÍDIOS: A CIDADE QUE GRITA EM SILÊNCIO

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“Enquanto o Brasil tenta avançar em saúde mental, Marília se afunda em estatísticas que ninguém quer encarar”

Marília, conhecida por sua força regional e tradição universitária, carrega um título que ninguém quer ostentar: é uma das cidades com maior índice de suicídios no estado de São Paulo — e, proporcionalmente, no Brasil. Os números são alarmantes, crescentes e, acima de tudo, ignorados por quem deveria agir.

A escalada da dor

Em 2022, pelo menos 27 mortes por suicídio foram confirmadas na cidade. Se considerados os dados do Departamento Regional de Saúde (DRS), que inclui Marília e cidades vizinhas, o cenário é ainda mais grave: 127 mortes por suicídio em 2019, número que supera muitas capitais brasileiras. O perfil das vítimas é claro: jovens entre 20 e 29 anos, homens em sua maioria, e pessoas em situação de vulnerabilidade emocional.

Silêncio institucional, ausência de políticas públicas

Apesar da gravidade, nenhuma medida concreta foi anunciada pela Prefeitura. O que se vê é um Executivo mais preocupado com a estética das redes sociais do que com a realidade das ruas. O discurso é bonito, mas a prática é rasa. A estrutura municipal de saúde mental segue precarizada, com falta de profissionais, sobrecarga de atendimentos e ausência de programas permanentes de prevenção.

Servidores esquecidos, população desamparada

Os profissionais da saúde mental — psicólogos, assistentes sociais, terapeutas — seguem sem valorização. Salários defasados, jornadas exaustivas e falta de reconhecimento tornam o trabalho ainda mais difícil. E quem paga o preço é a população, que enfrenta filas, demora e abandono emocional. A cidade precisa de uma rede de apoio real, não de promessas vazias.

Mais tempo no feed do que no gabinete

Enquanto os índices de suicídio crescem, o governo municipal parece viver em um universo paralelo, onde likes valem mais que vidas. A gestão pública virou vitrine digital, e os problemas reais são tratados como ruído. A saúde mental exige presença, escuta, ação — não filtros e frases de efeito.

Marília precisa parar de fingir que está tudo bem

Liderar o ranking de suicídios não é um dado técnico — é um grito abafado de uma população que sofre em silêncio. A cidade precisa de coragem política, investimento humano e respeito à dor alheia. Porque cada número é uma vida — e cada vida importa.

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