Em meio ao cenário de crise permanente na saúde pública, onde mais de R$ 300 milhões já foram gastos sem resultados clínicos proporcionais à melhora do paciente chamado sociedade, a inauguração da reforma da Policlínica da Zona Oeste “Dr. Pedro Francisco Gelás” merece ser destacada como um respiro positivo.
A população, mergulhada em um quadro de patologia social crônica, convive diariamente com filas, falta de médicos e estruturas precárias. Muitas vezes, as ações governamentais parecem mais voltadas ao marketing do que à posologia eficaz. Ainda assim, a entrega desta obra representa um avanço concreto, capaz de oferecer melhores condições de atendimento e dignidade aos usuários.
O investimento e as melhorias
Com aporte de R$ 329 mil, a unidade recebeu:
- Reforma completa da infraestrutura hidrossanitária.
- Modernização da rede elétrica e instalação de iluminação em LED.
- Troca do telhado e reforço estrutural com estacas raiz.
- Construção de novo muro e instalação de esquadrias e vidros temperados.
- Pintura e acabamentos internos e externos, além de rede de internet atualizada.
O impacto para a comunidade
A Policlínica da Zona Oeste atende pacientes encaminhados de todo o município, oferecendo consultas em diversas especialidades médicas, além de serviços de fisioterapia e fonoaudiologia. A reestruturação garante mais segurança para os profissionais e conforto para os pacientes, que agora encontram um espaço adequado para o cuidado em saúde.
Entre o elogio e a crítica
É preciso reconhecer que a obra é um passo positivo, fruto de reivindicações antigas e da necessidade urgente de melhorias. Contudo, não se pode perder de vista que a saúde pública em Marília — e no Brasil — continua marcada por um descompasso entre grandes investimentos e resultados práticos. A reforma da Policlínica é um alívio, mas não resolve o quadro geral de precariedade.
Em síntese: a Policlínica da Zona Oeste é um exemplo de obra que merece elogio, mas também serve de alerta. A sociedade não pode ser tratada apenas com doses de marketing; precisa de políticas de saúde eficazes, contínuas e estruturais.


