MARILIA| Viagens de servidores municipais custaram quase R$ 90 mil em dezembro

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Legenda: Caricatura Ilustrativa não guarda semelhança com os servidores

Câmara e Prefeitura de Marília gastaram juntas R$ 89,2 mil em diárias de viagens apenas no mês de dezembro de 2025, revelando um padrão de despesas que levanta questionamentos sobre prioridades e transparência no uso do dinheiro público.

Os números

  • Câmara Municipal de Marília: R$ 49.506,69 pagos em diárias.
    • Valores por servidor variaram entre R$ 1.360,00 e R$ 3.400,00.
    • Os montantes mais altos sugerem viagens de maior duração ou para locais distantes.
  • Prefeitura Municipal de Marília: R$ 39.726,67 pagos em diárias.
    • Valores oscilaram de pequenas diárias de R$ 33,33 até desembolsos de R$ 2.893,34.
    • A maior concentração de gastos está na Secretaria Municipal da Administração e no Fundo Municipal de Saúde.
  • Total geral: R$ 89.233,36 em apenas um mês.

Observações críticas

  • Parte dos empenhos aparece como liquidado, mas não pago, como no caso de alguns servidores. Isso indica que os valores podem ser ainda maiores quando quitados.
  • O contraste entre pequenas diárias e valores elevados sugere falta de uniformidade nos critérios de concessão.
  • O volume de gastos em pleno mês de dezembro, período de menor atividade administrativa, chama atenção pela intensidade das viagens.

O que está em jogo

Enquanto a população enfrenta problemas crônicos de infraestrutura, saúde e educação, o gasto de quase R$ 90 mil em viagens de servidores em apenas um mês levanta dúvidas sobre a real necessidade dessas deslocações.

A Câmara, com valores mais altos por servidor, parece privilegiar viagens longas e custosas, enquanto a Prefeitura distribui diárias menores, mas em grande quantidade, especialmente ligadas ao setor de saúde.

Custo/Benefícios não são informados

Os números expõem uma realidade incômoda: a máquina pública de Marília segue consumindo recursos significativos em viagens de servidores, sem que haja clareza sobre os resultados concretos dessas despesas para a população.

Em tempos de cobrança por austeridade e eficiência, a cifra de quase R$ 90 mil em apenas um mês deveria servir como alerta para maior fiscalização e transparência. Afinal, cada diária paga é dinheiro que deixa de ser investido em serviços essenciais.

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