Mulher morre após 18 dias internada em Campinas; agressor de 79 anos usou marreta em ataque brutal

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Um crime bárbaro chocou Campinas e reacendeu o alerta sobre a violência doméstica no país. Após 18 dias internada em estado grave, uma mulher de 64 anos morreu nesta segunda-feira (29) em decorrência de ferimentos causados por marretadas desferidas pelo próprio companheiro, um idoso de 79 anos, no bairro Parque Valença.

🔨 Crime brutal em plena luz do dia

Segundo a Polícia Civil, o ataque ocorreu no dia 11 de dezembro. A vítima foi encontrada desacordada em casa, com ferimentos graves na cabeça, após ser atingida por pelo menos três golpes de marreta. Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu e levada ao Hospital da PUC-Campinas, onde permaneceu entubada até não resistir aos ferimentos.

O agressor, que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima, foi preso preventivamente no mesmo dia. Familiares relataram que o homem sofre de Alzheimer e apresentava delírios de ciúmes, acreditando estar sendo traído — o que teria motivado o ataque. O caso, inicialmente registrado como tentativa de feminicídio, agora é oficialmente tratado como feminicídio consumado.

⚖️ Justiça e indignação

A brutalidade do crime e o perfil do agressor — um idoso com diagnóstico de Alzheimer — levantam discussões delicadas sobre a interseção entre saúde mental, violência doméstica e responsabilização penal. Ainda assim, a Polícia Civil reforça que o caso é tratado com a devida seriedade e que o processo judicial seguirá seu curso.

🚨 Um alerta que não pode ser ignorado

Este não é um caso isolado. A morte da vítima é mais um triste retrato da epidemia de violência contra a mulher no Brasil. Mesmo em idade avançada, o agressor manteve um padrão de controle e agressividade que culminou em um assassinato cruel. A marreta, instrumento de trabalho, foi transformada em arma de execução — e a casa, em palco de horror.

📢 Denuncie

A Polícia reforça que ameaças, agressões físicas ou psicológicas e qualquer forma de violência doméstica devem ser denunciadas imediatamente. O silêncio é cúmplice da tragédia. A sociedade precisa romper com a cultura da omissão e exigir respostas firmes do sistema de justiça.

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