A véspera de Natal intensifica o movimento no comércio brasileiro, com consumidores em busca dos últimos presentes e dos itens para a ceia. As projeções da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) indicam que a data mais importante para o setor deve registrar crescimento de 2,1% nas vendas em relação a 2024, com um volume financeiro estimado em R$ 72,71 bilhões.
Em um cenário de pleno emprego e com o dólar em patamar mais favorável do que no ano passado, os brasileiros têm conseguido ampliar, ainda que de forma moderada, os gastos típicos do fim de ano. Apesar disso, a cautela segue presente, influenciada pelos juros elevados e pelo avanço do endividamento das famílias.
Caso as projeções da CNC se confirmem, este será o melhor Natal para o comércio desde 2014, quando o varejo nacional movimentou R$ 77,26 bilhões. O desempenho reforça a recuperação gradual do consumo, mesmo diante de um ambiente macroeconômico ainda desafiador.
Contudo, os juros altos ainda deixam o consumidor ressabiado. A taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, pesa sobre as decisões de compras, segundo o economista-chefe da CNC, Fábio Bentes.
“O consumidor ficou mais cauteloso devido à taxa de juros historicamente alta. Mas o Natal deste ano deve registrar aumento nas vendas de alimentos e vestuário, especialmente nas tradicionais lembrancinhas, além de maior consumo de produtos importados”, disse.
Cenário positivo nos shoppings e nas ruas
Nos shoppings centers, o cenário também é positivo. A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) estima aumento de 1% no fluxo de visitantes e crescimento de 5% nas vendas na comparação com o ano passado.
O comércio de rua também sentiu o aquecimento. Comerciantes de pontos movimentados como o Saara, no Rio de Janeiro, e a famosa Rua 25 de março, em São Paulo, estimam melhor faturamento do que no ano passado.
Apesar do desempenho favorável, o consumidor mantém uma postura prudente e o aquecimento das vendas durante a Black Friday, quando muitos consumidores anteciparam as compras natalinas, podem reduzir o ticket médio dos gastos do brasileiro.
Fonte: ICL Notícias


