Por Redação Portal GPN
A eliminação do Red Bull Bragantino para o São Paulo nas quartas de final do Paulistão deixou um rastro de indignação que ultrapassou as quatro linhas, mas pelo motivo errado. Ao disparar contra a árbitra Daiane Muniz, o zagueiro Gustavo Marques não apenas questionou a técnica da arbitragem — um direito de qualquer atleta —, ele destilou um machismo rasteiro que tenta, mais uma vez, colocar a mulher como o elo fraco do esporte.
A Muleta do Machismo
É um roteiro batido e vergonhoso: o time perde, a estratégia falha, a defesa fura, e a culpa é “daquela mulher que não deveria estar apitando um jogo desse tamanho”. Insinuar que Daiane Muniz não tem estofo para as quartas de final do Paulistão é um ataque direto à competência de uma profissional que chegou ao quadro da FIFA por mérito, e não por concessão.
O zagueiro Gustavo Marques parece esquecer que erros de arbitragem acontecem em todos os jogos, com árbitros de todas as categorias e gêneros. No entanto, quando o erro (ou a interpretação contrária) vem de um homem, questiona-se a regra; quando vem de uma mulher, questiona-se a sua própria existência no gramado.
O “Atavismo” de quem não sabe perder
Como bem pontuou a senadora e ex-atleta Leila do Vôlei em casos semelhantes, o esporte brasileiro precisa se modernizar para punir condutas que ferem a Lei Geral do Esporte. Não basta uma nota de repúdio do clube ou um pedido de desculpas ensaiado pela assessoria de imprensa no dia seguinte. O machismo em campo precisa de “cartão vermelho” imediato da federação e do judiciário esportivo.
OPINIÃO PORTAL GPN: RESPEITEM A MULHER ONDE ESTIVER
O Portal GPN condena a postura desse jogador. O jogador que tenta diminuir uma mulher para justificar sua eliminação demonstra que, embora seja um atleta do século XXI, sua mentalidade ainda está presa no século passado. Daiane Muniz estava ali cumprindo sua função técnica; Gustavo Marques, ao abrir a boca para detoná-la pela sua condição de mulher, falhou na sua função ética.
O esporte é espaço de igualdade. Quem não aceita ser apitado por uma mulher não está pronto para o profissionalismo moderno. Que as punições sejam tão rigorosas quanto a gravidade do desserviço prestado ao futebol paulista.
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