A cidade de Marília foi obrigada a arcar com uma conta que não lhe pertence. Por pura omissão da concessionária Rumo Logística, responsável pela ferrovia federal que corta o município, a Prefeitura teve que desembolsar R$ 516.601,44 para realizar a limpeza e manutenção de um trecho abandonado entre os distritos de Lácio e Padre Nóbrega — um serviço que deveria ser executado pela própria empresa.
DESCASO PRIVADO, PREJUÍZO PÚBLICO
A Rumo foi formalmente notificada em julho para realizar a manutenção em até 10 dias. Ignorou. Resultado: o poder público teve que intervir, mobilizar equipes, executar o serviço e agora cobra o ressarcimento. Mas a pergunta que ecoa é: esse dinheiro voltará aos cofres municipais?
Em um país onde a burocracia favorece grandes empresas e penaliza o cidadão, é difícil acreditar que esse valor será devolvido com agilidade — ou sequer será devolvido.
FERROVIA ABANDONADA, RESPONSABILIDADE EVAPORADA
Desde 2009, nenhum trem circula por esse trecho. A linha férrea virou matagal, foco de insegurança e abandono. E mesmo sem operar, a Rumo mantém a concessão e ignora suas obrigações básicas. A Prefeitura, pressionada pela população e pela imprensa, teve que agir — mas quem paga essa conta é o contribuinte.
É PRECISO COBRAR, É PRECISO MUDAR
A omissão da Rumo não é apenas um problema logístico. É um grave desrespeito à cidade, ao contrato de concessão e ao dinheiro público. Marília não pode continuar arcando com prejuízos causados por empresas que lucram com infraestrutura pública e entregam abandono em troca.
Fonte: SITE A CIDADE NOTICIA


