Em boletim divulgado pelo Vaticano, nessa terça-feira (10/3), o papa Leão XIV declara que aceitou a decisão do bispo Emanuel Shaleta, de 69 anos, de renunciar ao cargo na Igreja Caldeia de São Pedro, em San Diego, na Califórnia. A renúncia aconteceu no mesmo dia em que Shaleta foi libertado da prisão após pagar uma fiança de US$ 125 mil.
O ex-bispo é acusado de frequentar bordéis mexicanos e de embolsar centenas de milhares de dólares da igreja em que atuava – mais precisamente, US$ 272 mil teriam desaparecido da instituição religiosa.
“O Santo Padre aceitou a renúncia à pastoral da eparquia de São Pedro Apóstolo de San Diego dos Caldeus, Estados Unidos da América, apresentada por Dom Emanuel Hana Shaleta, e nomeou Dom Saad Hanna Sirop, titular de Hirta, como administrador apostólico sede vacante da mesma circunscrição”, diz o boletim.
Shaleta foi preso em 6 de março no aeroporto de San Diego, onde tentava embarcar para a Alemanha, com mais de US$ 9 mil na bagagem. Durante audiência na segunda-feira (9/3), no entanto, Shaleta se declarou inocente. Ele é acusado de oito crimes de peculato e oito crimes de lavagem de dinheiro.
O ex-bispo nasceu no Iraque e foi ordenado sacerdote pelo papa João Paulo II em 1984, ocupando cargos em Detroit e no Canadá. Em 2017, o papa Francisco o nomeou bispo em San Diego.
Desde agosto de 2025, porém, ele estava sendo investigado. Um funcionário da igreja denunciou o clérigo e apresentou documentos que comprovariam os supostos crimes.
Segundo o site norte-americano católico The Pillar, Shaleta teria desviado pagamentos de aluguel de propriedades da igreja para uso pessoal e acobertado os rastros com fundos de caridade. O religioso ainda seria cliente assíduo de um bordel chamado Hong Kong Gentleman’s Club, na Zona Norte de Tijuana.
Fonte: Metrópoles


