O Papa Leão XVI voltou a pedir o fim da guerra no Oriente Médio neste domingo (8/3). Após a oração do Angelus, Leão XVI rezou pela abertura do diálogo e o fim das hostilidades no Irã que, de acordo com o pontífice, tem se espalhado gerando “um clima de ódio e medo”.
O pontífice afirmou ainda que o conflito está desestabilizando o Líbano, região considerada um “baluarte” para cristãos. O país foi atacado nos últimos dias, em meio ao confronto do Irã contra os Estados Unidos e Israel.
“Do Irã e de todo o Oriente Médio continuam chegando notícias que causam profunda consternação. Aos episódios de violência e devastação, e ao clima generalizado de ódio e medo, soma-se o temor de que o conflito se alastre e outros países da região, entre eles o querido Líbano, possam mergulhar novamente na instabilidade”, pediu o Papa.
Leão XVI expressou “profunda consternação” pelos confrontos na região e pediu pela abertura do diálogo, exaltando a necessidade para que a “voz do povo seja ouvida”.
“Elevemos nossa humilde oração ao Senhor, para que cesse o barulho das bombas, calem-se as armas e se abra um espaço de diálogo, no qual se possa ouvir a voz dos povos. Confio esta súplica a Maria, Rainha da Paz: que ela interceda por aqueles que sofrem por causa da guerra e acompanhe os corações pelos caminhos da reconciliação e da esperança”, intercedeu o pontífice.
Hostilidades no Oriente Médio
Chega a nove dias, neste domingo (8/3) a escalada das hostilidades no Oriente Médio, depois que os Estados Unidos e Irã realizaram um ataque coordenado contra o Irã na região. A ação culminou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
Em retaliação, o regime teocrático do Irã atacou outros países aliados aos Estados Unidos na região, elevando a situação à um conflito regional com mais de 10 países atingidos diretamente e milhares de vítimas.
Neste domingo, a Assembleia de Peritos do Irã escolheu o novo líder supremo que substituirá Khamenei. O nome, no entanto, ainda não foi relevado.
Fonte: Metrópoles


