Em uma operação nacional de grande envergadura, a Polícia Federal prendeu 49 criminosos em flagrante e apreendeu dois adolescentes envolvidos em abusos sexuais contra crianças e adolescentes, muitos deles cometidos pela internet. A ação, intitulada Proteção Integral III, mobilizou mais de 600 agentes federais e 270 policiais civis em 16 estados, revelando um esforço coordenado e incansável para proteger os mais vulneráveis.
Duas vítimas foram resgatadas durante a operação, e dezenas de mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Em locais como o Rio de Janeiro, foram encontrados conteúdos explícitos de abuso infantil, armazenados por indivíduos que, se houvesse previsão legal, mereceriam pena perpétua.
Essa operação é um alívio em meio a uma realidade brutal: vivemos em uma sociedade doente, onde psicopatas circulam livremente, violentando crianças e adolescentes. A internet, embora ferramenta de conexão e aprendizado, tem se tornado também um terreno fértil para predadores. E enquanto isso, muitos se calam, relativizam ou ignoram o problema.
A Polícia Federal merece reconhecimento público. Sua atuação firme, técnica e corajosa mostra que ainda há instituições dispostas a enfrentar o horror de frente. Mas é preciso mais. É preciso que a legislação avance, que a sociedade se mobilize, que a proteção da infância seja prioridade absoluta.
Porque não há nada mais urgente do que salvar uma criança da violência. E não há nada mais revoltante do que saber que, em pleno século XXI, ainda há quem a pratique.


