O que seria um fim de semana de celebração se transformou em uma tragédia que abalou duas famílias e comoveu a cidade de Ivinhema (MS). A jovem Camila de Lima, de apenas 20 anos, perdeu a vida em um violento acidente na BR-376, em Guairaçá (PR), na manhã da última sexta-feira (2), a dois dias de completar 21 anos.
Camila dirigia o carro que levava sua irmã, de 13 anos, e uma amiga, de 21, rumo a Maringá, onde planejavam comemorar seu aniversário em um parque aquático. O destino, no entanto, foi interrompido por uma colisão brutal com uma carreta carregada de adubo, que seguia pela rodovia. O impacto foi fatal: Camila morreu no local, e as duas passageiras foram socorridas em estado gravíssimo.
Uma vida interrompida às vésperas da celebração
A jovem foi sepultada no sábado (3), em sua cidade natal, Ivinhema, sob forte comoção. Amigos e familiares se despediram com dor e incredulidade diante da brutalidade do acidente. Camila sonhava com o futuro, com a festa, com a juventude — tudo ceifado em segundos.
As sobreviventes permanecem internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Paranavaí. Segundo o hospital, os quadros clínicos são delicados e exigem cuidados intensivos.
O acidente e a investigação
O acidente ocorreu por volta das 11h25 no km 75,7 da BR-376. O carro atravessava o trevo da rodovia quando foi atingido pela carreta. Chovia no momento da colisão, o que pode ter contribuído para a tragédia. Equipes da PRF, Corpo de Bombeiros, SAMU, SAMU Aéreo, IML e Perícia Científica atuaram no resgate e na remoção dos veículos.
O motorista da carreta passou pelo teste do bafômetro, que não indicou consumo de álcool. A Polícia Rodoviária Federal será responsável pelo laudo que apontará as causas do acidente.
Dor, revolta e silêncio
A morte de Camila escancara a fragilidade da vida e a violência das estradas brasileiras. Uma jovem cheia de planos, arrancada do mundo às vésperas de seu aniversário, em uma viagem que deveria ser marcada por risos e alegria.
Enquanto a investigação segue, resta à família o luto e à sociedade, o alerta: quantas vidas mais serão perdidas antes que a segurança nas rodovias seja tratada como prioridade?


