Projeto “Zeferina nas Escolas” leva documentário sobre campeã da São Silvestre para alunos da rede municipal de Brodowski

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Documentário sobre a trajetória de superação da atleta Maria Zeferina Baldaia passa a integrar atividades pedagógicas da rede municipal e inclui sessão especial com a presença da campeã da São Silvestre para conversar com estudantes.

A trajetória de superação de uma das maiores atletas brasileiras começa a ganhar espaço dentro das salas de aula. A Prefeitura de Brodowski, por meio da Secretaria Municipal de Educação, adquiriu os direitos de exibição do documentário longa-metragem “Zeferina – Maria Brasileira”, que passará a integrar atividades educativas para estudantes da rede pública do município. Com o licenciamento, o filme poderá ser exibido gratuitamente para alunos das escolas municipais ao longo de 12 meses. Além das sessões coletivas, professores também poderão utilizar trechos da produção em atividades pedagógicas e extracurriculares, ampliando o debate em sala de aula sobre esporte, superação, desigualdade social e representatividade feminina.

Produzido pela Grattitude Films e dirigido pelo jornalista Lucas Bretas, o documentário retrata a vida da corredora Maria Zeferina Baldaia, campeã da Corrida Internacional de São Silvestre em 2001. Ex-boia-fria, Zeferina começou a correr ainda jovem nos canaviais de Sertãozinho, muitas vezes descalça, enquanto trabalhava no corte de cana-de-açúcar. A partir dessa realidade marcada por dificuldades, construiu uma carreira que a levou ao reconhecimento nacional e internacional no atletismo.

O projeto prevê também uma sessão especial com a presença da própria atleta em Brodowski. Após a exibição do filme, Maria Zeferina participará de um bate-papo com os estudantes, compartilhando sua experiência de vida, os desafios enfrentados e o caminho que percorreu até se tornar referência no esporte brasileiro. A atleta acredita que, o encontro com os alunos é uma oportunidade de mostrar que a realidade de origem não determina o futuro. “Eu comecei a correr ainda menina, trabalhando no corte de cana e muitas vezes descalça. Nunca imaginei que o esporte poderia mudar a minha vida. Se minha história puder mostrar para esses jovens que é possível acreditar em si mesmo e seguir em frente, já vale muito a pena”, afirma Maria Zeferina.

Para o diretor do documentário, levar essa história para as escolas tem um significado ainda mais profundo. “Estamos falando de uma mulher negra. E mais importante: de uma mulher negra pobre que corria descalça, passou fome e mesmo assim venceu na vida como atleta, mãe, irmã, tia e esposa. Essa história é extremamente representativa e inspiradora. A Grattitude Films se sente privilegiada em poder levar essa trajetória ao maior número possível de crianças e adolescentes”, afirma Lucas Bretas.

Lançado após cerca de quatro anos de produção, o longa acompanha diferentes momentos da vida da atleta, incluindo sua temporada de despedida das competições em 2022, intercalando passado e presente para reconstruir uma história marcada por perseverança e fé.  Desde a estreia, o documentário tem sido exibido em diversas cidades e eventos ligados ao esporte. O filme também integrou a programação da Expo São Silvestre, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, durante as celebrações do centenário da corrida mais tradicional da América Latina.

Além das exibições em espaços culturais e eventos esportivos, o projeto “Zeferina nas Escolas” surge como uma nova etapa de circulação da obra, voltada especialmente para o ambiente educacional. A proposta é utilizar o cinema como ferramenta de formação e inspiração para jovens estudantes. A iniciativa começa por Brodowski, cidade que é marco da cultura regional, reconhecida como berço do pintor Candido Portinari, mas já desperta interesse em outras regiões. Atualmente, pelo menos 50 municípios do interior paulista analisam a proposta de implantação do projeto em suas redes de ensino.

A expectativa dos produtores é ampliar o alcance da história de Maria Zeferina para além das telas, transformando o filme em instrumento pedagógico capaz de estimular valores como persistência, disciplina e confiança nos próprios sonhos. “Maria é símbolo de milhares de mulheres brasileiras que enfrentam dificuldades e seguem em frente. Se essa história ajudar um estudante a acreditar que também pode vencer, o filme já terá cumprido um papel enorme”, conclui Bretas.

IMPRENSA

Bruna Carvalho – brunacarvalho@melhorpalavra.com.br

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