PT ingressa com ação judicial contra vice-governador de SP após declaração que associa legenda ao narcotráfico

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O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou, nesta terça-feira (6), o ajuizamento de uma ação judicial contra o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), em razão de declarações em que ele associou a sigla ao narcotráfico. A iniciativa foi tomada pela direção nacional da legenda, que considerou a fala além dos limites do debate político e lesiva à imagem institucional do partido.

A controvérsia começou no dia 5 de janeiro, durante uma agenda oficial em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, quando Ramuth, questionado sobre a crise na Venezuela e possíveis reflexos migratórios no Brasil, disse acreditar que o retorno de venezuelanos ao seu país ocorreria “onde ele vai poder desfrutar de liberdade e vai deixar de ter aquele Estado ‘narcoafetivo’, como nosso PT, que temos aqui no nosso país”.

Para o PT, a expressão — que associa de forma pejorativa a legenda ao crime organizado — extrapolou a crítica política admissível e atingiu a honra da sigla, sobretudo em um momento de intensificação do calendário eleitoral. Dirigentes afirmam que a ação tem caráter institucional, por ter sido proferida por um chefe do Executivo estadual no exercício do cargo.

Não foram divulgados detalhes sobre o teor exato da petição ou a instância onde o processo será apresentado, e Ramuth ainda não se manifestou oficialmente sobre a medida judicial.

O episódio ocorre em meio a um ambiente político já marcado por debates acalorados em torno de temas sensíveis e posicionamentos públicos de autoridades, com partidos buscando limitar a disseminação de acusações sem provas que possam influenciar a opinião pública.

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