“Mais uma vida interrompida. Até quando vamos fingir que está tudo bem?”
Na noite de sexta-feira, 26 de setembro, uma mulher foi encontrada morta em sua residência na zona oeste de Marília. As circunstâncias do caso levantam a suspeita de que ela possa ter tirado a própria vida. A Polícia Civil investiga, mas o que já se sabe é suficiente para acender um alerta: o suicídio continua sendo uma tragédia silenciosa que atravessa bairros, classes sociais e idades — e que ainda é tratado como tabu.
Saúde mental não é luxo — é urgência
Vivemos em uma sociedade que cobra produtividade, aparência, sucesso. Mas pouco se fala sobre dor emocional, esgotamento, solidão e sofrimento psíquico. O suicídio, muitas vezes, é o desfecho de uma trajetória marcada por pedidos de ajuda ignorados, por ausências afetivas e por um sistema de saúde que ainda falha em acolher.
Números que não param de crescer
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil registra mais de 13 mil suicídios por ano. A maioria das vítimas são jovens e mulheres. E em cidades do interior, como Marília, o acesso a atendimento psicológico gratuito e contínuo ainda é limitado — o que agrava o risco.
O silêncio é cúmplice
A sociedade precisa parar de tratar o suicídio como um segredo sujo. Precisamos falar sobre isso com responsabilidade, empatia e urgência. Precisamos de políticas públicas efetivas, de educação emocional nas escolas, de acolhimento nos postos de saúde, e de comunidades que escutem sem julgar.
A dor não pode ser invisível
A morte dessa mulher não pode ser apenas mais uma ocorrência policial. Ela precisa ser um chamado à consciência coletiva. Porque cada vida importa. Porque cada dor merece ser ouvida. E porque prevenir o suicídio é salvar histórias que ainda não terminaram.


