Quem educa não bate: caso de agressão em Marília reacende alerta sobre violência doméstica contra filhos

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Marília, SP — Uma cena que deveria causar indignação coletiva: uma mãe foi presa após agredir violentamente sua filha adolescente com uma surra, em plena luz do dia, na zona norte. A jovem, de apenas 12 anos, foi encontrada com hematomas e escoriações pelo corpo, resultado de uma agressão que não pode — e não deve — ser confundida com educação.

O caso, registrado pela Polícia Militar e divulgado pela imprensa local, escancara uma realidade ainda presente em muitos lares brasileiros: a normalização da violência como ferramenta de disciplina. Mas é preciso dizer com todas as letras — quem educa não bate. Quem ama não machuca. Quem cuida não espanca.

⚠️ A falsa pedagogia da dor

Por décadas, a palmada foi romantizada como “corretiva”. Mas estudos, especialistas e vítimas mostram que o impacto da violência doméstica vai muito além do físico. Crianças e adolescentes agredidos dentro de casa carregam traumas, inseguranças e, muitas vezes, reproduzem a violência em suas próprias relações.

“A agressão não ensina. Ela silencia, humilha e destrói vínculos”, afirma uma psicóloga do setor de proteção à infância.

O lar não pode ser um campo de batalha

O lar deveria ser o lugar mais seguro do mundo. Mas para muitos jovens, é justamente onde começa o ciclo de medo. A adolescente agredida em Marília foi socorrida e encaminhada ao Conselho Tutelar. A mãe, presa em flagrante, responderá por lesão corporal e violência doméstica.

É preciso que casos como esse não sejam apenas notícia — mas ponto de partida para mudança cultural, política e institucional. A educação precisa ser construída com diálogo, afeto, limites saudáveis e respeito. A violência não é método. É crime.

Basta de silêncio

A sociedade precisa romper o silêncio. Denunciar. Acolher. Educar. Porque cada criança agredida é um grito abafado. E cada adulto que justifica a violência como “correção” está perpetuando um ciclo que só termina em dor.

Se você presencia ou sofre violência doméstica, denuncie. Ligue 100 ou procure o Conselho Tutelar mais próximo. A proteção começa com coragem.

Educar é cuidar. E quem cuida, não bate.

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