Mais de 800 famílias em Marília foram retiradas de seus apartamentos da CDHU em julho de 2024, após risco iminente de desabamento. Desde então, vivem de auxílio-aluguel, sem previsão concreta de retorno. Agora, o governador Tarcísio de Freitas sugere que essas mesmas famílias — que lutaram por anos para conquistar sua moradia — poderão ter que pagar pela reforma estrutural dos imóveis que quase desabaram sobre suas cabeças.



💥 A inversão de responsabilidades
A proposta do governador é clara: reformar os prédios e permitir o retorno dos moradores, desde que assumam o “ônus” das obras, ainda que parcelado. Mas há uma questão fundamental: os imóveis foram construídos pela CDHU, uma companhia estatal. Se há falhas estruturais, a responsabilidade é do Estado — não dos mutuários. Cobrar por isso é, no mínimo, um tapa na cara de quem confiou no poder público para garantir um lar seguro.
🧱 Sonho construído, esperança demolida
Essas famílias não receberam favores. Elas pagaram, esperaram, lutaram. E agora, além de perderem suas casas, são confrontadas com a possibilidade de arcar com o custo da reconstrução. É como se o Estado entregasse um carro com defeito e, após o acidente, exigisse que o motorista pagasse pelo conserto.
🗳️ 2026: o alerta está dado
A fala do governador não é apenas insensível — é reveladora. Mostra como políticas públicas podem se distanciar da realidade das pessoas. E mais do que nunca, os mutuários da CDHU e toda a população devem estar atentos em 2026. O voto é a ferramenta mais poderosa para cobrar coerência, respeito e responsabilidade dos gestores públicos.
🧭 Alternativas que não resolvem
Tarcísio também sugeriu que o Estado poderia comprar os imóveis e repassar o valor às famílias para que adquiram novas moradias. Mas isso não apaga o trauma, nem garante que o novo lar será digno. O que essas famílias precisam é justiça — não paliativos.


