O Portal GPN traz uma análise sobre um crime que choca pela brutalidade e pelo que representa: a interrupção violenta de uma trajetória de liderança feminina. O feminicídio de Roseli Albuquerque, ocorrido na Serra Gaúcha, não é apenas um fato policial; é um grito de alerta sobre a urgência de protegermos as mulheres que, mesmo ocupando espaços de poder, continuam vulneráveis ao ódio doméstico.
Por Redação Portal GPN
O Rio Grande do Sul e a comunidade política brasileira amanheceram em choque com a notícia do assassinato de Roseli Vanda Pires Albuquerque, de 47 anos. Ex-vereadora, candidata a vice-prefeita e atual diretora da Secretaria de Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul, Roseli teve sua vida ceifada pelo ex-marido, Ari Albuquerque, que cometeu suicídio logo após o crime.
Uma Trajetória de Coragem e Causas Nobres
Roseli não era apenas um nome na política de Nova Prata; ela era a voz de causas que muitos ignoram. Conhecida por sua determinação e coragem, ela se destacou em pautas fundamentais:
- Mãe Atípica e Defesa do TEA: Como mãe de um jovem de 26 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela lutava incansavelmente por políticas públicas para crianças e jovens atípicos, especialmente no esporte.
- Liderança Feminina: Foi a vereadora mais votada em Nova Prata e uma assessora parlamentar de confiança do ex-deputado Danrlei de Deus por mais de uma década.
- Esporte para Idosos: Defendia o acesso ao esporte como ferramenta de saúde e qualidade de vida para a terceira idade.
O Crime: O Silêncio que Mata
O casal esteve unido por quase 30 anos e estava separado há cerca de seis meses. Segundo a polícia, não havia registros de medidas protetivas, o que reforça o perigo invisível que muitas mulheres enfrentam. Roseli ainda tentou pedir socorro por mensagem de WhatsApp para sua mãe antes de ser morta dentro de casa.
EDITORIAL GPN: ATÉ QUANDO A “POSSE” SERÁ JUSTIFICATIVA PARA O SANGUE?
O feminicídio de Roseli Albuquerque é uma ferida aberta na nossa democracia. Se uma mulher com a força política, os contatos e a autonomia financeira de Roseli não conseguiu escapar das garras da violência doméstica, o que dizer das milhares de mulheres anônimas que sofrem em silêncio nas periferias de cidades como Marília?
A morte de Roseli prova que o machismo não escolhe classe social nem cargo. Ele mata a inteligência, mata o cuidado e mata o futuro. Para o Portal GPN, este caso é um lembrete amargo de que as leis precisam ser mais do que papel; elas precisam ser escudos reais. Não podemos mais aceitar que o “fim de um relacionamento” seja interpretado por homens covardes como uma sentença de morte para suas ex-companheiras.
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