Fisioterapeuta explica como o tempo prolongado em carros, ônibus e aviões pode gerar dores e disfunções na região íntima e como se proteger no fim de ano
Com a chegada do fim de ano, a temporada de férias e viagens longas – seja de carro, ônibus ou avião – se intensifica. No entanto, o que deveria ser um momento de relaxamento pode se tornar um fator de risco silencioso para o assoalho pélvico. O hábito de passar longas horas na mesma posição, somado à restrição de ir ao banheiro e, muitas vezes, à tensão acumulada, pode impactar negativamente essa importante musculatura.
O recado é claro: ficar sentado por tempo prolongado, especialmente em superfícies inadequadas ou com má postura, pode levar à compressão de nervos e ao aumento da tensão nos músculos pélvicos, desencadeando ou agravando disfunções.
O período de viagens exige atenção redobrada à saúde pélvica. “Quando ficamos sentados por muito tempo, especialmente em viagens longas e tensas, a musculatura do assoalho pélvico é submetida a uma pressão constante. Essa compressão, somada à postura incorreta,como sentar torto ou inclinado, pode criar pontos de tensão (pontos-gatilho) e até mesmo irritar os nervos que passam pela região. É uma receita para o surgimento de dores, desconforto e até para a dificuldade em relaxar o assoalho pélvico no momento de urinar ou evacuar”, explica a palestrante e fisioterapeuta pélvica Flaviana Teixeira.
A especialista aponta que a restrição de ir ao banheiro, comum em voos ou longos trechos de estrada, também é um vilão, pois a pessoa segura a urina por mais tempo do que o ideal, sobrecarregando a bexiga.
“O ideal seria fazer pausas a cada duas horas para levantar, caminhar e alongar-se. Durante a viagem, se possível, faça pequenos movimentos na cadeira para tirar a pressão constante do assoalho pélvico. Além disso, nunca ignore a vontade de ir ao banheiro por longos períodos. Segurar demais enfraquece a bexiga e pode precipitar problemas como infecções urinárias ou o agravamento da incontinência”, alerta.
A Fisioterapia Pélvica é fundamental tanto na preparação para as longas jornadas quanto na recuperação pós-viagem.
“Se você já tem alguma disfunção, como incontinência ou dor crônica, é crucial equilibrar e conscientizar a musculatura pélvica antes de viajar. Isso te dá mais controle e resistência. Após a viagem, a fisioterapia ajuda a relaxar a musculatura que ficou tensa e a descomprimir a região, prevenindo que a tensão se torne uma dor persistente”, conclui Flaviana.
O planejamento de férias deve incluir, portanto, o cuidado com o corpo. Lembre-se: pequenas pausas e alongamentos podem garantir que sua viagem de fim de ano seja livre de desconfortos pélvicos.
Acompanhe o trabalho da Dra. Flaviana Teixeira nas redes sociais: @flavianateixeirafisio | flavianafisiopelvica.com.brFonte: Flaviana Teixeira — Fisioterapeuta Pélvica | Palestrante


