Sabrina Silva cobra exoneração de delegado acusado pela morte da filha em rodeio; caso segue em análise pelas autoridades estaduais.

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A dor de uma mãe se transformou em ato público de cobrança por justiça. Sabrina Maria Conceição da Silva, mãe da adolescente Katrina Bormio Silva Martins, morta aos 16 anos durante uma festa de rodeio em Promissão (SP) em agosto de 2024, confrontou pessoalmente o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, exigindo a exoneração do delegado Vinícius Martinez, acusado de ter efetuado o disparo fatal.

Durante um evento de segurança pública realizado em São Paulo na última quinta-feira (23), Sabrina vestia uma camiseta com a imagem da filha e abordou Derrite diante das câmeras. O vídeo foi divulgado pelo portal Metrópoles, evidenciando o apelo direto da mãe por justiça.

Segundo Sabrina, a exoneração de Martinez depende de uma análise conjunta do delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian (presente no evento), do próprio secretário Derrite e do governador Tarcísio de Freitas, conforme previsto na Lei Complementar 922/2002. O ato final seria a assinatura do governador.

A mãe também denunciou que o delegado acusado foi recentemente promovido por decisão de Ricardo Luiz de Paula Martines, diretor do Deinter-4, o que gerou ainda mais indignação diante da gravidade do caso.

Em resposta, Derrite afirmou que não consegue acompanhar pessoalmente todos os processos administrativos do estado, mas garantiu que o caso será tratado com imparcialidade.

O processo judicial contra Vinícius Martinez já está em fase de alegações finais, com o Ministério Público e os representantes da família de Katrina apresentando suas manifestações. Paralelamente, o delegado obteve uma ordem judicial que obriga Sabrina a remover publicações nas redes sociais que, segundo ele, prejudicam sua imagem.

Este caso levanta questões profundas sobre responsabilidade institucional, transparência e o papel das autoridades diante de crimes envolvendo agentes públicos. A mobilização de Sabrina é um exemplo de luta por justiça que transcende o âmbito pessoal e se insere no debate sobre a conduta e a responsabilização de servidores públicos em casos de violência letal.

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