Sarampo volta a assombrar Marília: criança morre e cidade entra em alerta

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Marília vive um momento de dor, indignação e alerta. A morte da pequena Isabela Bacchi Nascimento, de apenas um ano e dois meses, por suspeita de sarampo, escancara uma realidade que parecia enterrada há décadas: a volta de uma doença que já havia sido considerada extinta no Brasil.

Isabela frequentava o Berçário Mãe Cristina, na rua Coronel José Braz. Sua morte, confirmada neste domingo (5), levou à suspensão imediata das aulas na unidade escolar. A medida é preventiva, mas o impacto é devastador. Uma criança, ainda em fase de descobertas, foi arrancada da vida por uma doença que deveria estar longe de nossas escolas, longe de nossas famílias.

O sarampo não é apenas uma ameaça biológica. É um sinal de negligência, de falhas graves na cobertura vacinal, na vigilância epidemiológica e na gestão pública. A cidade enfrenta falta d’água, caos na saúde, insegurança e abandono urbano, o governo municipal precisa enfrentar os problemas reais que sufocam a população.

A dor da família de Isabela é a dor de todos nós. É o grito de uma cidade que pede socorro. Quantas vidas mais serão perdidas até que haja ação concreta? Onde estão os mutirões de vacinação? Onde está a mobilização emergencial? Onde está o compromisso com a infância?

Marília não pode aceitar calada o retorno de uma doença que mata. Não pode tolerar a omissão diante de uma tragédia anunciada. O sarampo voltou. E com ele, a vergonha de uma gestão que falha em proteger os mais vulneráveis.

Que a morte de Isabela não seja apenas mais um número. Que seja o ponto de virada. Que seja o chamado à responsabilidade.

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