
Marília – A decisão do Senado de descongelar benefícios dos servidores públicos, medida que contou com apoio da vereadora Professora Daniela, reacendeu o debate sobre a valorização da categoria na cidade. Daniela enalteceu a medida e já mira o governo municipal de Vinícius Camarinha, de quem pretende exigir o cumprimento do reajuste retroativo a que os servidores têm direito.
Pressão política em curso
A vereadora não está sozinha. O presidente da Câmara, Danilo da Saúde, também servidor público, deverá sinalizar apoio à pressão. A expectativa é que o movimento ganhe força dentro do Legislativo e se estenda às entidades de classe, como o Sindimar, que deveria encampar a luta e cobrar do prefeito a correção salarial.

Caixa cheio, bolso vazio
A crítica central é que, apesar de a Prefeitura estar com o caixa abarrotado de dinheiro até às tampas, os servidores seguem com salários corroídos pela inflação. O contraste é gritante: enquanto os cofres públicos acumulam recursos, os trabalhadores enfrentam um Natal pobre, resultado de anos de vencimentos congelados e da alta desenfreada dos preços.
O massacre da inflação
Basta olhar as prateleiras do supermercado Tauste para perceber o tamanho da distorção: mercadorias dispararam de preço, mas os salários dos servidores derreteram. O congelamento imposto pelo então presidente Jair Bolsonaro, considerado por Daniela como “medidas abomináveis”, deixou marcas profundas na categoria.
Luta pelo retroativo congelado por Bolsonaro
A luta pelo reajuste retroativo não é apenas questão de justiça, mas de sobrevivência. Servidores públicos, que sustentam o funcionamento da máquina administrativa, foram jogados ao limbo da desvalorização. Agora, com o descongelamento aprovado, não há desculpa para a Prefeitura: é hora de pagar o que é devido.


