Recurso reforça tendência global de ampliar o valor da radiografia e melhorar a detecção precoce de alterações pulmonares sem tempo de exame ou infraestrutura
A Konica Minolta levou à RSNA 2025 um conjunto de atualizações em suas tecnologias de processamento digital, com foco no bone suppression — recurso que reduz digitalmente a interferência dos ossos para melhorar a visualização de tecidos moles no tórax. A multinacional japonesa mantém sua operação brasileira em Nova Lima, MG, de onde parte a integração dessa e de outras ferramentas para hospitais e clínicas do país.
Assim como a radiografia dinâmica (DDR), o bone suppression integra a estratégia global da Konica Minolta de transformar a radiografia em um exame cada vez mais preciso e resolutivo. Com mais de 150 anos de inovação e liderança em diagnóstico por imagem, a empresa direciona seu desenvolvimento tecnológico para aprimorar métodos amplamente disponíveis, reforçando o acesso ao diagnóstico qualificado na rotina de hospitais e clínicas.
Leitura mais clara sem alterar o exame: o que o bone suppression entrega na prática
O recurso funciona como uma segunda imagem da radiografia. Ao reduzir a interferência de costelas e clavículas, permite que estruturas torácicas sejam avaliadas com maior clareza, algo especialmente útil em quadros respiratórios iniciais, acompanhamento ambulatorial e atendimento de pacientes com sintomas inespecíficos, cenário comum nas redes pública e privada.
Como o processo ocorre no pós-processamento, o fluxo clínico permanece igual. O exame continua rápido, acessível e amplamente disponível, mas com leitura potencialmente mais precisa. A tecnologia recebeu destaque na RSNA justamente por reforçar uma questão central: como melhorar a qualidade de um exame universal sem exigir infraestrutura adicional.
Entre os principais benefícios do bone suppression estão:
- Visualização mais clara de tecidos moles em áreas com sobreposição óssea;
- Apoio à identificação de achados torácicos que podem passar despercebidos no Raios X convencional;
- Melhoria geral da leitura do exame, especialmente em rotinas de pronto atendimento e acompanhamento respiratório;
- Disponibilidade imediata, já que o recurso não altera a realização do exame nem demanda radiação adicional.
Impacto direto no diagnóstico torácico e na rotina clínica
A Konica Minolta destacou que o recurso não altera o exame original, funcionando como uma segunda imagem complementar produzida a partir do mesmo disparo — característica importante para preservar a integridade diagnóstica e evitar exposição adicional.
A RSNA trouxe discussões relevantes sobre o papel do processamento digital em ampliar os limites da radiografia tradicional. Em um cenário de aumento dos casos de doenças respiratórias, sobrecarga dos serviços de emergência e necessidade de diagnósticos mais rápidos e acessíveis, técnicas como bone suppression ganham relevância por oferecer maior precisão em larga escala, suporte ao diagnóstico inicial, recursos que ampliam segurança e reduzem custos e ganho de eficiência sem mudanças de infraestrutura.
Fonte: Konica Minolta Healthcare do Brasil


