A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, se manifestou, nesta quinta-feira (10/7), sobre as tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os produtos brasileiros.
Tebet criticou quem busca outros governos para “atacar” a soberania nacional, em uma referência indireta à ida do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aos Estados Unidos para pedir sanções contra Alexandre de Moraes e o Brasil.
“Não se xinga a mãe, não se recorre a outros quintais, outros países, para atacar a nossa soberania nacional. Ninguém pode, em benefício próprio, abrir os portões da nossa casa coletiva, para que ela seja atacada”, escreveu a ministra nas redes sociais.
Trump, tarifas, Brasil e Bolsonaro
- Trump tem ameaçado o mundo com um tarifaço e dá atenção especial ao grupo do Brics e ao Brasil.
- O presidente norte-americano já ameaçou aplicar taxas de 100% aos países-membros do bloco que não se curvarem aos “interesses comerciais dos EUA”.
- Após sair em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Trump decidiu impor as tarifas de 50% sobre exportações brasileiras. De acordo com o líder norte-americano, o Brasil não está “sendo bom” para os EUA.
- O presidente Lula reagiu invocando a soberania brasileira e informou que a resposta à taxação será por meio da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica.
- Ao anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Trump indicou que pode rever a medida se o Brasil “abrir seu mercado e remover barreiras comerciais”.
Para Tebet, o momento exige união em torno dos interesses do país, independentemente de posicionamentos políticos ou ideológicos. “É hora de fazermos isso juntos, unidos, como uma única família, deixando de lado as diferenças políticas e de ideologia, na defesa, intransigente, do nosso país”.
“Isto, sim, é que é ser patriota. Dar luz e vida soberana ao Brasil, a favor dos brasileiros”, ressaltou.
O fator Eduardo Bolsonaro
Na noite dessa quarta-feira (9/7), Eduardo Bolsonaro disse que nada disso ocorreria sob a presidência do pai e que a taxação é resultado dos “abusos” de Moraes. Em nota, ele admite que participou de articulações que envolviam “respostas” ao Brasil.
Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alegou que o tarifaço teria sido gestado por membros da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com foco de escapar do julgamento da tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF).
“A única explicação [da imposição das tarifas unilaterais] é de caráter político envolvendo a família Bolsonaro”, disse em entrevista com mídias independentes no canal do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.
Haddad classificou as tarifas como “insustentáveis” do ponto de vista econômico e político, e afirmou que a medida do presidente Trump não tem “nenhuma racionalidade econômica”.
Fonte: Metrópoles


