“Enquanto políticos disputam a paternidade da reforma, o povo segue pagando caro e sofrendo no calor”
A reforma do Terminal Urbano de Marília virou palco de uma disputa política acirrada. De um lado, o deputado federal Capitão Augusto e sua esposa, a também deputada Daniela Alonso — filha do ex-prefeito Daniel Alonso — garantem que os recursos vieram de suas emendas parlamentares. De outro, o atual prefeito Vinícius Camarinha bate no peito e afirma: “Se teve obra, é mérito da minha gestão.”
Disputa de protagonismo em obra pública
A visita recente de Daniela e Capitão Augusto ao terminal reacendeu os holofotes. Eles fiscalizaram as obras e reforçaram que o investimento foi garantido por meio de articulação em Brasília. Já Vinícius Camarinha, em tom firme, afirma que a execução, o projeto e a entrega são frutos do seu governo, e que sem sua atuação, nada teria saído do papel.
💸 Enquanto isso, o povo paga a conta — literalmente
No meio dessa guerra de egos, a população segue enfrentando uma das tarifas de transporte mais caras do Brasil, com estrutura metálica que torra os passageiros sob o sol escaldante. A promessa de acessibilidade ainda caminha a passos lentos, e o terminal, mesmo em reforma, não oferece conforto nem dignidade para quem depende do transporte coletivo.
Obra com dois pais, mas sem padrinho do povo
A pergunta que ecoa nas ruas é: quem está realmente com a razão? E mais importante: quem está com o povo? Porque enquanto os políticos disputam créditos, a população continua enfrentando filas, calor, falta de acessibilidade e preços abusivos.
Terminal reformado, mas política velha
A obra pode até ganhar nova pintura, mas a disputa política mostra que o estilo de governar continua o mesmo: mais marketing, menos compromisso. Marília merece mais do que briga por holofote — merece respeito, transparência e transporte público que funcione.


