Tibagi (PR) — Após seis dias de buscas intensas, chegou ao fim, nesta terça-feira (14), a angústia da família do pequeno Arthur da Rosa Carneiro, de apenas dois anos. O menino, que havia desaparecido na manhã de quinta-feira (9), foi encontrado sem vida às margens do Rio Tibagi, por um pescador local. O corpo estava a cerca de 20 metros do ponto onde sua mamadeira havia sido localizada no primeiro dia de buscas.
Desde o desaparecimento, a mobilização foi imediata. A mãe de Arthur, uma adolescente de 15 anos, dormia quando o menino saiu de casa. Ao acordar e perceber a ausência do filho, iniciou-se uma verdadeira corrida contra o tempo. Bombeiros, policiais, mergulhadores, voluntários e moradores da região se uniram em uma força-tarefa que comoveu o país.
A avó de Arthur, Rosa, que criava os netos sozinha, passou os últimos dias em estado de choque. Sem comer, sem dormir, e sob efeito de calmantes, ela fez um apelo público pedindo respeito e empatia diante da dor da família. “Não julguem. Só precisamos de esperança”, disse em vídeo compartilhado nas redes sociais.
O corpo de Arthur foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames que devem esclarecer as circunstâncias da morte. A Polícia Civil investiga se houve negligência, crime ou se o caso foi uma tragédia — uma criança que saiu de casa e se afogou no rio, que fica a cerca de 500 metros da residência.
Durante os seis dias de buscas, milhares de pessoas compartilharam a foto de Arthur, oraram e torceram por um desfecho positivo. A comoção tomou conta das redes sociais e da imprensa local. Hoje, o sentimento é de luto coletivo.
Independentemente do resultado das investigações, a dor permanece: uma criança perdeu a vida, uma mãe perdeu o filho, uma avó perdeu o neto. E uma comunidade inteira se despede de Arthur com o coração partido.


