Trump fala em “tomada de controle amigável” de Cuba e eleva tensão

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou nesta sexta-feira (27/2) a possibilidade de uma “tomada de controle amigável” de Cuba, em meio à escalada de tensões diplomáticas entre Washington e Havana.

“Eles não têm dinheiro. Eles não têm nada no momento, mas estão conversando conosco e talvez tenhamos uma tomada de controle amigável de Cuba”, disse.

A declaração ocorreu após o republicano deixar a Casa Branca rumo ao Texas. Trump afirmou que o secretário de Estado, Marco Rubio, trata o tema em  “um nível muito alto” e alegou que o governo cubano estaria em diálogo com os Estados Unidos diante de dificuldades econômicas.

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Trump em discurso no Capitólio
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Trump em discurso no Capitólio

Chip Somodevilla/Getty Images

ONU expressa preocupação e insta que EUA retirem medidas contra Cuba
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ONU expressa preocupação e insta que EUA retirem medidas contra Cuba

Divulgação/Partido Comunista de Cuba

Trump durante discurso do Estado da União, no Capitólio
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Trump durante discurso do Estado da União, no Capitólio

Chip Somodevilla/Getty Images

Miguel Díaz-Canel e Donald Trump
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Miguel Díaz-Canel e Donald Trump

Horacio Villalobos/Getty Images – Kevin Dietsch/Getty Images


Tensão em águas cubanas


A escalada se insere em um contexto de crescente endurecimento da política externa dos Estados Unidos em relação a Cuba. Desde o início do ano, Trump tem ampliado a pressão econômica sobre o governo do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, inclusive com ameaças de possíveis ações mais duras.

Recentemente, o republicano assinou uma nova ordem executiva que autoriza a imposição de tarifas a países que vendem ou fornecem petróleo à ilha.

O decreto, intitulado “Enfrentando as ameaças do governo de Cuba aos Estados Unidos”, menciona as relações de Havana com potências como Rússia e China e classifica o país como uma suposta ameaça à segurança nacional norte-americana.

Em resposta, Díaz-Canel acusou Washington de tentar asfixiar a economia cubana sob “pretextos mentirosos e infundados”.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, já havia apresentado à Assembleia Geral da ONU, em 2025, um relatório apontando que o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos causou prejuízos superiores a US$ 170 bilhões ao longo de mais de seis décadas.



Fonte: Metrópoles

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