📝 Os Cadáveres do Bolsonarismo: A Herança de Morte, Ódio e Desmonte

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O bolsonarismo, mais do que um projeto político, foi — e continua sendo — uma máquina de destruição institucional, social e ambiental. Três anos após a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro, os escombros de sua gestão ainda assombram o país. O Brasil carrega os cadáveres simbólicos e reais de um período marcado por omissão, negacionismo e violência.

⚰️ A pandemia e o desprezo pela vida

Durante a crise sanitária da COVID-19, o bolsonarismo protagonizou uma das maiores tragédias da história brasileira. Com mais de 700 mil mortos e milhões de pessoas com sequelas físicas e emocionais, o governo federal sabotou medidas de prevenção, desestimulou o uso de máscaras, atrasou a compra de vacinas e promoveu medicamentos ineficazes. A gestão da pandemia foi marcada por uma pulsão suicidária institucional, como apontam estudos acadêmicos, e pela negação do luto coletivo5.

🌳 A devastação ambiental e a grilagem legalizada

Sob Bolsonaro, o desmatamento na Amazônia cresceu 56,6%. A grilagem de terras públicas foi incentivada por medidas provisórias e projetos de lei que legalizaram ocupações ilegais. Áreas protegidas, terras indígenas e unidades de conservação foram invadidas e destruídas, com aumento de 157% no desmatamento em TIs. A política ambiental foi desmontada, e o país perdeu protagonismo internacional na luta contra as mudanças climáticas.

🩸 O feminicídio e a violência doméstica

Enquanto os homicídios gerais caíram, os feminicídios bateram recordes. Em 2024, foram 1.492 mulheres assassinadas por serem mulheres, o maior número desde a criação da lei. A liberação desenfreada de armas de fogo para CACs (caçadores, atiradores e colecionadores) contribuiu diretamente para esse aumento. A cultura do ódio e da masculinidade tóxica, alimentada pelo discurso bolsonarista, transformou o lar em campo de guerra.

📉 O desmonte das políticas públicas

Educação, saúde, cultura e assistência social foram alvos sistemáticos de cortes e desprezo. O bolsonarismo promoveu uma guerra cultural contra universidades, artistas, cientistas e movimentos sociais. A retórica do ódio substituiu o debate democrático, e a máquina pública foi aparelhada para servir à ideologia extremista.

🔥 A cultura do ódio e o terrorismo ideológico

Mesmo após sua saída do poder, o bolsonarismo não recuou. Pelo contrário: dobrou a aposta no terrorismo político, promovendo ataques às instituições, disseminando fake news e incentivando ações golpistas como as de 8 de janeiro de 2023. A guerra cultural bolsonarista continua a dividir o país, alimentando uma dissonância cognitiva coletiva que nega fatos, ciência e empatia.

O bolsonarismo não é apenas um capítulo sombrio da história brasileira — é uma ferida aberta. Seus cadáveres estão nas estatísticas, nas florestas queimadas, nas mulheres assassinadas, nas escolas sucateadas e nos discursos que ainda ecoam nas redes sociais. Enfrentar essa herança exige memória, justiça e reconstrução.

com fontes externas

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