Episódio revoltante expõe o preconceito escancarado que insiste em sobreviver no país da falsa democracia racial
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Salvador, a cidade da ancestralidade negra, da cultura afro-brasileira, da resistência — virou palco de mais uma cena vergonhosa de racismo. No último sábado, as amigas Eisa Maria e Aline foram barradas na entrada do bar Pirambeira, na Pituba, mesmo após esperarem por três horas e verem diversas pessoas brancas entrarem sem dificuldade.
“É muito doloroso ser questionada do porquê de estar naquele ambiente.” — desabafou Aline, em vídeo nas redes sociais.
A DESCULPA? “FALTA DE ESPAÇO”
A justificativa das atendentes foi a clássica cortina de fumaça: não havia mesas disponíveis. Mas bastou uma rápida entrada no local para que as mulheres vissem várias mesas vazias, sem cadeiras. E mesmo assim, foram expulsas de volta à porta.
“Vocês ainda têm sorte de estar nesse local.” — teria dito uma funcionária, segundo relatos de clientes.
EM SALVADOR, ONDE 80% DA POPULAÇÃO É NEGRA?
O episódio escancara o racismo estrutural que não se esconde mais atrás de códigos ou sutilezas. Em uma cidade onde a maioria é negra, mulheres negras ainda são tratadas como intrusas em espaços de lazer. O bar Pirambeira, em nota, negou racismo e alegou “falta de espaço”. Mas a dor não se apaga com desculpas genéricas.
RACISMO NÃO É MAL-ENTENDIDO. É CRIME.
O Brasil precisa parar de fingir que o racismo é exceção. Ele está nas portas dos bares, nas filas de emprego, nos olhares atravessados. E cada episódio como esse não é um caso isolado — é um sintoma de um país que ainda não se curou da sua herança colonial.
Não basta dizer que somos todos iguais. É preciso garantir que sejamos tratados como tal. E isso começa por reconhecer que o racismo está vivo — e precisa ser combatido com urgência.
COM INSTITUTO LUIZ GAMA


