O Palmeiras foi à Argentina e fez história. Em pleno estádio Más Monumental, diante de um River Plate pressionado e de uma torcida inflamada, o Verdão venceu por 2 a 1 e largou na frente nas quartas de final da Copa Libertadores. Foi mais do que uma vitória: foi uma aula de futebol, personalidade e estratégia.
GÓMEZ É LENDA, ROQUE É FARPRA, ANDREAS É O MAESTRO Logo aos 6 minutos, Andreas Pereira cobrou escanteio com precisão cirúrgica e Gustavo Gómez, o zagueiro-artilheiro, cabeceou firme para abrir o placar. Com esse gol, Gómez se tornou o maior zagueiro goleador da história da Libertadores, ultrapassando Rubén Espinoza com 14 gols.
O Palmeiras dominou o primeiro tempo com posse, intensidade e inteligência. Aos 41 minutos, a dupla Flaco López e Vitor Roque brilhou: roubo de bola, passe milimétrico e finalização fria. Roque não perdoou e fez 2 a 0, calando Buenos Aires.
RIVER DESCONCERTADO, PALMEIRAS INABALÁVEL O River Plate só conseguiu descontar no fim do segundo tempo, com um chute desviado de Martínez Quarta. Mas já era tarde. O estrago estava feito. O Palmeiras mostrou que não teme pressão, altitude ou camisa pesada. Tem projeto, tem elenco, tem comando.
ABEL FERREIRA: O ESTRATEGISTA Com escalação ousada e leitura perfeita do jogo, Abel Ferreira provou mais uma vez por que é um dos técnicos mais respeitados do continente. Andreas como titular foi um acerto absoluto. A engrenagem funcionou, e o Palmeiras jogou como um time europeu em solo sul-americano.
AGORA É NO ALLIANZ: VERDÃO COM A FACA E O QUEIJO O jogo de volta será no Allianz Parque, onde o Palmeiras é praticamente imbatível. Com a vantagem no placar e o apoio da torcida, o Verdão tem tudo para confirmar a vaga na semifinal e seguir firme rumo ao tetra da América.


