A Praça Franklin Roosevelt ficou lotada, principalmente de jovens, na noite desta quarta-feira (21), no ato “Contra-atacar”, promovido por partidos e movimentos populares de esquerda em uma das milhares de manifestações pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A retomada das ruas pela juventude de esquerda foi destaque nas falas.
“Eu estou há 10 anos ouvindo que a esquerda perdeu as ruas para extrema direita, que ela está mais nas ruas. Isso acabou. A gente retomou as ruas, nossa política pública de rua nas praças. É lindo ver essa praça lotada até a gente perder de vista”, falou o deputado federal eleito Jones Manoel (Psol-PE).
Manoel destacou que o desafio no Congresso é a necessidade de avançar ainda mais após a vitória de Lula. “Quando a gente garantir a reeleição do presidente Lula, quando a gente garantir as liberdades democráticas, a nossa prioridade é avançar. É avançar um projeto de independência da classe trabalhadora. É avançar um projeto da revolução. De revolução brasileira da agenda política, porque não há possibilidade de negociação com a burguesia”, afirmou.
A deputada federal reeleita Sâmia Bomfim (Psol-SP), organizadora do ato, destacou a importância do momento histórico e da mobilização desde o fim do primeiro turno. “Esse é um momento histórico. Nós já fizemos história, porque eles apostavam que, no dia seguinte, ao primeiro turno, nós iríamos nos esconder debaixo da cama, enxugar as nossas lágrimas e ter medo de cara feia. Mas aqui tem um povo de coragem e de história que enfrentou e derrotou a ditadura militar”, afirmou.

A vereadora do Rio de Janeiro Mônica Benício (Psol) questionou o discurso de que nunca houve uma virada em um segundo turno no país. “A virada que nunca aconteceu em outros momentos históricos e pesquisas, ela está dada porque vocês estão aqui. A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva é a construção do povo brasileiro organizado que não tem medo da violência. Não precisa gostar do Lula, não precisa gostar do PT, não precisa gostar de mim, precisa defender a democracia”, declarou.
Viúva de Marielle Franco, Benício relembrou a importância da mobilização para o julgamento do assassinato da sua ex-companheira. “Eu quero agradecer a vocês, porque foram oito anos de luta por justiça. Foi o povo brasileiro que não recuou por nenhum dia até o STF condenar uma das famílias mais perigosas do Brasil”, destacou.
Um grupo de artistas, entre eles o ex-titãs Paulo Miklos, também participou do evento em defesa da cultura. “Nós não podemos eleger quem despreza a cultura”, disse o integrante dos Titãs.
Fonte: Brasil de Fato


