‘Ainda não terminamos a nossa missão’, afirma Lula em ato com apoiadores em MG

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Milhares de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e do candidato petista ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias, ocuparam a Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (21), para o lançamento das campanhas dos dois políticos no estado. O ato reuniu militantes, movimentos populares, lideranças políticas e uma forte presença da juventude.

Lula, que foi o último a discursar, começou sua fala fazendo referência à história da Praça da Estação. O presidente recordou vitórias e derrotas políticas vividas naquele espaço e destacou sua relação de longa data com Minas Gerais.

“Eu não sou mineiro, mas tem poucos mineiros que conhecem Minas Gerais como eu conheço”, afirmou.

Ao falar sobre seu projeto político, Lula afirmou que ainda há uma missão a cumprir. Segundo o presidente, os governos petistas promoveram uma série de políticas sociais que transformaram o país.

“Desconheço um presidente na história desse país com mais política social do que Lula e Dilma”, declarou.

O presidente voltou a defender as universidades públicas e a ampliação do acesso de pessoas negras, indígenas e pobres ao ensino superior. Também afirmou que uma de suas principais metas de governo foi acabar com a fome no Brasil.

“Nós estamos apenas começando a revolução que estamos fazendo”, afirmou.

Guerras e relações internacionais

Lula também abordou a política externa. Disse ter conversado com os presidentes da China, da Rússia e dos Estados Unidos para defender o fim das guerras.

O presidente afirmou ainda que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as tarifas impostas a produtos brasileiros e defendeu a soberania nacional diante das negociações comerciais. “Não queremos interferência no Brasil”, afirmou.

Educação, mulheres e combate ao feminicídio

O presidente também relacionou a educação ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Segundo Lula, é desde a escola que deve ser construída uma cultura de igualdade entre homens e mulheres.

“É na escola onde vamos dizer que homem não é mais importante do que mulher”, afirmou.
Lula também destacou a importância da educação profissional para as mulheres. Segundo ele, a formação e a conquista de uma profissão contribuem para que elas tenham independência econômica.

Minerais críticos e desenvolvimento

Outro tema abordado pelo presidente foi a exploração de minerais críticos e terras raras. Lula defendeu que o Brasil avance no processamento desses recursos e agregue valor à produção nacional.

Em vez de apenas exportar os minerais, o presidente defendeu que o país desenvolva cadeias industriais capazes de produzir, por exemplo, chips e baterias.

A proposta, segundo Lula, é utilizar os recursos minerais como instrumento de desenvolvimento econômico e tecnológico, ampliando a capacidade industrial brasileira.

Durante o ato, a juventude teve presença destacada. Em um dos momentos de mobilização, integrantes da União dos Crias dançaram funk ao som do jingle da campanha de Lula.

Resgatar a dignidade de Minas

Candidato ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias (PT) afirmou que o estado vive um quadro político, econômico e cultural que classificou como “muito triste”. Para o petista, é necessário recuperar a história e a dignidade de Minas Gerais e de sua população.

Patrus apresentou algumas das prioridades que pretende defender durante a campanha. Entre elas estão a saúde, a educação e o combate à fome.

Segundo o candidato, a saúde pública foi “totalmente abandonada” nos últimos oito anos. Ele também defendeu investimentos na educação e políticas para enfrentar a fome.

Na área econômica e de infraestrutura, Patrus afirmou que pretende garantir a permanência da Cemig sob controle do estado. Também defendeu a discussão sobre a reestatização da Copasa, em meio ao debate sobre a privatização da companhia promovido pelo governo de Romeu Zema (Novo).

‘Parem de matar as nossas mulheres’

A candidata ao Senado, Marília Campos (PT) destacou o simbolismo da Praça da Estação e recordou momentos em que recebeu Lula e Dilma Rousseff no local, durante campanhas eleitorais anteriores.

A candidata afirmou que pretende chegar ao Senado para representar os municípios mineiros e atuar como porta-voz das mulheres. Segundo Marília, durante a pré-campanha, ela percebeu o empobrecimento de Minas Gerais e o que classificou como abandono do estado por governos que, em sua avaliação, aparecem principalmente durante os períodos eleitorais.

Marília também criticou a forma como a mineração é conduzida em Minas Gerais. Para ela, a atividade mineral não tem sido utilizada de maneira suficiente para garantir desenvolvimento ao estado.

Ao abordar a violência contra as mulheres, ressaltou que Minas Gerais precisa ampliar as políticas de enfrentamento ao feminicídio. “Parem de matar as nossas mulheres”, afirmou.

A petista também chamou atenção para a baixa presença feminina na política mineira. Segundo ela, em 202 anos de Senado Federal, Minas Gerais elegeu apenas uma mulher para a Casa.

Combate à extrema direita e à mineração

Em seguida, a também candidata ao Senado Áurea Carolina saudou os movimentos populares presentes no ato e afirmou acreditar na política como instrumento de transformação social.

Para ela, a disputa eleitoral deve ser utilizada para enfrentar a extrema direita. “Acreditamos na política como ferramenta de mudança e emancipação para o nosso povo”, disse.

A deputada também colocou a mineração entre os principais temas da campanha. “Minas Gerais não aguenta mais mar de lama de destruição e morte”, afirmou. Ela defendeu o enfrentamento ao que chamou de “máfia da mineração” e disse que o setor, considerado estratégico para a economia, deve estar submetido aos interesses da população.

A candidata também falou sobre a violência contra as mulheres e afirmou que o estado não suporta mais a “epidemia do feminicídio”.

Também participaram do evento o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato a vice-governador Jarbas Soares (PSB), as candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL), e a primeira-dama Janja Lula da Silva.





Fonte: Brasil de Fato

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