Após o resultado das eleições parlamentares em Israel, que apontam para o enfraquecimento do atual governo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu retoma a ofensiva bélica contra a Faixa de Gaza.
Os ataques deste domingo (1º) mataram oito pessoas, incluindo uma criança, segundo serviços de emergência e hospitais locais.
Cinco pessoas foram mortas em Khan Yunis e três na Cidade de Gaza, segundo um comunicado do serviço de defesa civil do território, que opera sob a autoridade do movimento islâmico Hamas, que controla Gaza.
Hospitais locais informaram ter recebido os corpos e vários feridos.
Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, a ofensiva de Israel contra Gaza deixou grande parte do território em ruínas e matou mais de 74,5 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, cujos números são considerados confiáveis pelas Nações Unidas.
Apelo por união
Enquanto Netanyahu segue com a guerra em Gaza, israelenses ocupam as ruas do país, no sábado (31), para pressionar a oposição do atual governo a se unir aos partidos árabes para retirar o primeiro-ministro do poder.
A apuração das eleições parlamentares de Israel foi concluída na sexta-feira (30) com um avanço histórico dos partidos de representação palestina e sem maioria definida para a formação do próximo governo. As duas listas de maioria árabe, Raam e Lista Unificada, conquistaram juntas 19 das 120 cadeiras do Knesset – parlamento israelense -, quase o dobro das dez obtidas em 2022, enquanto o bloco de Netanyahu perdeu a maioria parlamentar que sustentava seu governo.
Nenhum bloco conquistou maioria no parlamento israelense, informa a agência de notícias AFP. Os partidos de maioria judaica contrários a Netanyahu obtiveram 48 assentos. Apesar da derrota significativa do atual primeiro-ministro, o líder da oposição, Gadi Eisenkot, ainda não considera formar um bloco que una os partidos árabes para conter o avanço de Netanyahu.
Eisenkot declarou que aceitaria apenas formar um “governo sionista”, cujos integrantes se comprometam com o “reconhecimento de Israel como um Estado judeu, democrático e liberal” e considerem o Hamas uma “organização terrorista”, destacou que não deseja depender dos partidos árabes, mas também não descartou explicitamente o apoio deles.
Já o líder da Lista Unificada, Yusef Jabareen, afirmou à AFP que estaria disposto a apoiar Eisenkot no Parlamento sem integrar o governo.
Para os cidadãos palestinos de Israel, o crescimento da representação parlamentar pode ampliar as possibilidades de negociação sobre igualdade de direitos, combate à discriminação, segurança e investimentos nas comunidades. A transformação dessa presença em políticas concretas, entretanto, dependerá da composição do próximo governo e de suas prioridades.
*Com informações da AFP
Fonte: Brasil de Fato


