Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (06/08) que a sétima rodada de negociações entre Israel e Líbano, composta por três dias de discussões, foi concluída com avanços “produtivos” em Roma, na Itália.
De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, as partes estão mais próximas de um entendimento referente às próximas etapas da chamada “zona piloto”, prevista em um acordo firmado entre os três países. O processo prevê a retirada das forças israelenses de áreas do sul do Líbano e a transferência das responsabilidades de segurança para o Exército libanês.
Contrariando a avaliação positiva fornecida por Washington, uma fonte presidencial libanesa afirmou, sob condição de anonimato, que as conversas “não produziram resultados definitivos sobre as zonas piloto”, uma vez que o governo de Israel se recusou a retirar de mais áreas do sul do Líbano, Além disso, Tel Aviv afirmou que somente deixará o território libanês caso o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, abandone definitivamente as suas armas.
Enquanto aconteciam as negociações, o Exército sionista também realizou novos ataques na região, matando oito pessoas na cidade de Burj Shemali.
De acordo com a emissora catari Al Jazeera, para as famílias deslocadas, o último ataque israelense que vitimou oito pessoas representa “mais uma evidência de que o ‘cessar-fogo’ de junho não conseguiu protegê-las de ações militares israelenses”.
Em 26 de junho, Israel e Líbano concordaram com um acordo-quadro que envolve a retirada gradual das forças israelenses do sul do Líbano e o envio do Exército libanês para a região, começando em duas “zonas piloto”. No entanto, as tropas sionistas seguem mobilizadas no sul libanês matando e ferindo os civis.
(*) Com Ansa



