O Exército dos Estados Unidos declarou nesta terça-feira (28/07) ter realizado uma operação militar juntamente com as forças armadas da Arábia Saudita no Iraque, visando grupos militantes alinhados ao Irã. Segundo o Comando Central norte-americano (CENTCOM, na sigla em inglês), os alvos teriam supostamente tentado atacar instalações petrolíferas sauditas na Província Oriental.
“O Comando Central dos EUA e as Forças Armadas da Arábia Saudita realizaram ataques de precisão no Iraque, em 28 de julho, contra terroristas alinhados ao Irã. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica os ordenou atacar as forças dos EUA e a infraestrutura energética saudita”, alegou o CENTCOM, em comunicado.
O órgão norte-americano acrescentou que foram utilizadas aeronaves de combate nacionais e sauditas contra “diversos locais de logística e armamentos terroristas no leste do Iraque”, em suposta resposta “a mais de 30 ataques aéreos com drones dirigidos pela IRGC nas últimas 72 horas”.
— U.S. Central Command (@CENTCOM) July 29, 2026
No entanto, um oficial militar do Irã relatou à emissora estatal IRIB que Teerã nega veementemente “qualquer ligação com projéteis disparados de outros países contra alvos” na Arábia Saudita.
De acordo com o funcionário citado pelo veículo, “atribuir qualquer ação contra interesses dos EUA na região à República Islâmica do Irã é um grande erro de cálculo e decorre da falta de conhecimento sobre a situação da região”.
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita confirmou a sua participação na ofensiva, mencionando o “direito inerente de se defender”. O porta-voz Turki al-Maliki mencionou duas declarações feitas anteriormente, nas quais a pasta afirmou que as defesas aéreas sauditas haviam interceptado drones que visavam instalações petrolíferas nas regiões da Província Oriental e de Riade. Segundo ele, as ofensivas foram lançadas a partir do território iraquiano por milícias apoiadas pelo Irã.
Desta forma, alertou que a Arábia Saudita “não busca escalada”, mas alertou que “responderá a qualquer agressão a que seja submetida”. O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita também condenou o lançamento de ataques por parte do que chamou de “milícias” e afirmou que a sua resposta foi conduzida com base no direito à “legítima defesa garantido pelo direito internacional”.
#Statement | The Foreign Ministry expresses the Kingdom of Saudi Arabia’s condemnation in the strongest terms of the continued launch of drones by Iran-backed militias in Iraq targeting oil facilities in the Eastern Province. pic.twitter.com/yICYdFtnqa
— Foreign Ministry 🇸🇦 (@KSAmofaEN) July 28, 2026
Os ataques conjuntos entre Estados Unidos e Arábia Saudita ocorreram logo após o Exército norte-americano haver também acusado o Irã de atacar suas forças em uma base aérea na Jordânia. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), momentos depois, reivindicou os ataques com uso de mísseis balísticos a um centro de Comando Central na Dânia.
“Enquanto as ameaças contra a República Islâmica do Irã continuarem e as ações ilegais e cruéis das forças norte-americanas contra nossos interesses continuarem, a resistência continuará”, disse o IRGC, em um comunicado divulgado pela IRIB. “Ameaças de autoridades norte-americanas e intervenções ilegais contra nossos interesses devem cessar”.



