O número de pessoas mortas em decorrência do terremoto no sul do Japão subiu para 23 nesta quinta-feira (30/07) após equipes de resgate retirarem quatro corpos dos destroços de um shopping. De acordo com as autoridades locais, ao menos 63 vítimas estão feridas, sendo cinco delas em estado grave. Já o número de desaparecidos segue incerto.
Equipes de resgate correm contra o tempo em busca de sobreviventes na região de Kumamoto, na ilha de Kyushu. De acordo com o secretário-chefe do Gabinete do Japão, Minoru Kihara, há chances de que o número de fatalidades possa aumentar para 28, de acordo com o balanço realizado pela polícia que inclui casos que seguem sob investigação.
Um funcionário do escritório de gestão de desastres de Kumamoto detalhou à AFP que no shopping Aeon em Kashima, os resgatistas conseguiram retirar um total de dez pessoas. No entanto, quatro foram confirmados mortos, enquanto um não apresentava sinais vitais e outros cinco estavam com ferimentos graves e leves.
Número de mortos em decorrência do terremoto de magnitude 7,1 no Japão pode aumentar
NHK Japan
O terremoto ocorreu às 16h27 (horário local) de terça-feira (28/07), com epicentro a cerca de 10 quilômetros de profundidade sob a província de Kumamoto. A Agência Meteorológica do Japão registrou magnitude de 7,1, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) calculou magnitude de 6,8.
O tremor chegou ao nível máximo da escala sísmica japonesa de sete níveis, que mede a intensidade da agitação na superfície e seu potencial destrutivo. O fenômeno destruiu casas, danificou pontes, gerou incêndios e deixou dezenas de milhares de moradores sem energia e água.
O shopping Aeon foi evacuado após o terremoto, mas cerca de 50 minutos depois ele foi destruído por uma explosão massiva, com um número desconhecido de funcionários ainda no interior.



